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Pai de Henry faz corrente de oração na porta do plenário enquanto jurados decidem destino dos réus | Collector
Pai de Henry faz corrente de oração na porta do plenário enquanto jurados decidem destino dos réus
Jornal O Globo

Pai de Henry faz corrente de oração na porta do plenário enquanto jurados decidem destino dos réus

Enquanto os sete jurados responsáveis por decidir o futuro de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros se preparavam para iniciar a votação do caso Henry Borel, o pai do menino, Leniel Borel, participou de uma corrente de oração na porta do plenário do II Tribunal do Júri do Rio, na noite desta quarta-feira. Emocionado, ele agradeceu pelo tempo que conviveu com o filho e afirmou acreditar que a decisão dos jurados será guiada pela “justiça divina”. — Nós estamos aqui porque cremos que temos um Deus de justiça. Ele vai fazer justiça aqui. Chegamos crendo que esse dia chegaria e que não seria o homem, seria o Senhor — afirmou. Durante a oração, Leniel relembrou o filho e disse que Henry teve a vida interrompida de forma brutal. — Hoje, não é mais sobre o Jairinho e Monique. É sobre uma criança que foi brutalmente assassinada. Uma criança que foi brutalmente assassinada na presença da mãe e do padrasto — disse. O pai do menino também afirmou que a morte de Henry ajudou a dar visibilidade à violência contra crianças dentro de casa. — Após a morte dele, quantas outras crianças passaram a ser representadas? A violência doméstica era uma violência obscura, escondida dentro das famílias e ninguém falava sobre isso — declarou. Pouco antes da manifestação de Leniel, a juíza Elizabeth Machado Louro realizou a leitura dos quesitos que serão submetidos ao Conselho de Sentença. Ao todo, os jurados terão de responder a 47 perguntas objetivas, cujas respostas servirão de base para a sentença. A maior parte dos quesitos trata das acusações atribuídas a Jairinho. Os jurados deverão se manifestar sobre a autoria da morte de Henry, a eventual absolvição do ex-vereador, a tese de que ele assumiu o risco de produzir o resultado morte e as qualificadoras apontadas pela acusação. Também serão analisadas questões relacionadas ao emprego de meio cruel, ao recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima e à causa de aumento de pena pelo fato de Henry ter menos de 14 anos. A votação ainda inclui quesitos sobre os episódios de tortura atribuídos a Jairinho em datas anteriores à morte do menino e sobre a acusação de coação no curso do processo. Na etapa final, os jurados responderão aos quesitos referentes a Monique Medeiros, incluindo acusações de falso testemunho. A combinação das respostas definirá a condenação ou absolvição dos réus e quais crimes serão considerados comprovados pelo Conselho de Sentença. Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público, o menino foi vítima de agressões praticadas por Jairinho com a participação de Monique. Ambos negam as acusações.

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