Jornal O Globo
Após a leitura da sentença, o promotor Fábio Vieira afirmou, ainda não madrugada desta quinta-feira, que o Ministério Público discorda do resultado que levou Monique Medeiros a não ser condenada pela morte de Henry Borel e adiantou que a questão deverá ser discutida em recurso. Segundo o promotor, a acusação defendia que Monique deveria ser responsabilizada também pela morte do filho. — Numa primeira quesitação, Monique foi responsável pela morte dolosa do Henry, então ela teria que ser condenada também pela morte dolosa — afirmou Vieira. Vieira disse que a defesa contestou esse entendimento durante o julgamento e que a votação retornou aos jurados. Na avaliação do Ministério Público, isso não deveria ter ocorrido. — A defesa se insurgiu contra isso e a votação voltou. Na nossa visão, não deveria ter voltado. Essa é uma outra questão onde vai existir recurso e juridicamente isso vai ser resolvido — declarou Vieira. Ao comentar o desfecho do julgamento, o promotor afirmou que a condenação de Jairinho pela morte da criança e a responsabilização de Monique por outros crimes encerram uma etapa do caso. Vieira também destacou que Monique foi considerada culpada por não ter protegido o filho e por fatos anteriores à morte da criança. — Mesmo que tenha tido culpa por não ter prestado atenção no filho e, algumas semanas antes, ter sido responsável também por uma tortura com o filho, a partir daí as coisas continuam a andar — afirmou. O promotor ressaltou que a discussão jurídica sobre a responsabilização de Monique pela morte de Henry ainda não está encerrada e deverá ser objeto de recurso por parte do Ministério Público.
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