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Autora de 'Persépolis' morreu de 'tristeza' após perda do marido; entenda | Collector
Autora de 'Persépolis' morreu de 'tristeza' após perda do marido; entenda
Jornal O Globo

Autora de 'Persépolis' morreu de 'tristeza' após perda do marido; entenda

A artista franco-iraniana Marjane Satrapi, conhecida mundialmente pela graphic novel e pelo filme "Persépolis", morreu "de tristeza" um ano após a morte de seu marido, Mattias Ripa, segundo comunicado de sua família, divulgada nesta quinta-feira. Desde a morte de Rippa, em abril de 2025, a quadrinista vinha expressando a dor do luto em seu perfil no Instagram. Em diversas publicações, uma mensagem proclamava: "Perdi o amor da minha vida". Literatura no exílio: A visão de autores iranianos que deixaram seu país Patrick Bruel: Teatro cancela apresentações de peça estrelada por cantor que enfrenta acusações de estupro na França Exilada na França desde 1994 e naturalizada francesa em 2006, Satrapi alcançou a fama com sua saga autobiográfica "Persépolis" (2000), na qual narra sua juventude no Irã sob o regime dos aiatolás, a repressão sofrida pelo povo iraniano e sua dolorosa partida para a Europa. O livro foi a única novela gráfica a entrar na lista dos 100 melhores livros do início do século XXI feita pelo New York Times. Initial plugin text Satrapi e Ripa se conheceram na França, depois que Satrapi já havia se divorciado de um veterano da guerra entre o Irã e o Iraque na década de 1990 e deixado o país natal. Economista de formação, o sueco a conheceu em 1994, no primeiro dia de seu programa de intercâmbio universitário na capital francesa. Um ano depois, mudaram-se para Estocolmo. Embora sempre tenha se mantido fora dos holofotes da mídia, Mattias Ripa foi um dos pilares mais importantes da vida profissional e pessoal de Satrapi. Ele trabalhou como ator, produtor, roteirista e foi um dos tradutores de "Persépolis". Persépolis, de Marjane Satrapi Divulgação Ripa participou do primeiro curta-metragem de animação de Satrapi, quando ela ainda era estudante da Escola de Artes Decorativas de Estrasburgo. O casal sempre procurou preservar a privacidade de seu relacionamento, mesmo com o reconhecimento público da escritora. "A ideia de me tornar uma mulher encantadora com um marido nunca foi o objetivo da minha vida. O mais importante para mim sempre foi ser livre e independente", contou Satrapi ela ao jornal 'La Vanguardia' em 2020. Ripa faleceu em abril de 2025. A causa da morte não foi divulgada pela família.

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