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Lula ratifica nome de Otto Lobo para comando da CVM
Jornal O Globo

Lula ratifica nome de Otto Lobo para comando da CVM

A presidência da República confirmou, em Diário Oficial nesta quinta-feira, a aprovação dos dois nomes sabatinados pelo Senado para compor o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Quem é Otto Lobo: ex-diretor acumula polêmicas e terá pouco mais de um ano no comando da autarquia responsável por fiscalizar R$ 18 trilhões Atenção: reunião da Fazenda com direção da CVM teve alerta para autarquia redobrar cuidados em decisões A nomeação em Diário Oficial era formalização necessária para validar, após a aprovação pelo Senado Federal, a presidência da autarquia que fiscaliza o mercado de capitais brasileiros ao advogado e ex-diretor da CVM Otto Lobo. Igor Muniz também foi nomeado para uma das cadeiras da diretoria do órgão, que possui, ao todo, cinco vagas. A partir de agora, quatro delas serão preenchidas. A aprovação pelo Senado de ambos havia ocorrido no último dia 20. A escolha de Otto Lobo é atribuída no governo ao empresário Joesley Batista, da J&F, um dos controladores do Grupo J&F. O grupo nega. A indicação de Muniz teria vindo do Senado. Otto vem de família de desembargadores e já atuava em Direito Societário desde 2016, em escritório próprio. Ele foi conselheiro no Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional, o Conselhinho, de 2015 a 2018. Ele cumprirá um mandato tampão até julho do ano que vem. Já Igor Muniz era, até então, presidente da Comissão Especial de Mercado de Capitais do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele também foi conselheiro do Conselhinho, entre 2021 e 2024. Ele cumprirá mandato até o fim de 2029. Durante a sabatina no Senado, Lobo recebeu questionamentos dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), e Eduardo Braga (MDB-AM) sobre decisões do diretor que favoreceram o Banco Master em processos da CVM. Ele já era diretor da CVM e chegou a atuar como presidente interino no fim do ano passado, mas deixou a autarquia com o fim de seu mandato. O caso mais questionado foi em relação a uma decisão em processo da Ambipar quando Otto Lobo era presidente interino do colegiado. Na época, Lobo decidiu barrar uma oferta pública de aquisição da companhia ligada ao grupo Master, indo contra a análise da área técnica do órgão. Como presidente do colegiado, ele usou o voto de qualidade, que fez com que seu voto valesse por dois. Initial plugin text

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