Jornal O Globo
A defesa da professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, divulgou, na tarde desta quinta-feira, uma nota na qual reafirma o que usou como tese no julgamento da morte do menino, ocorrida em 2021, quando ele tinha 4 anos. No comunicado, assinado pelos advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, os defensores destacam que o "maior erro" de Monique "foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam". Pena de 43 anos: Jairinho é condenado por morte de Henry Borel; Monique recebe perdão judicial por homicídio culposo Caso Henry: Promotor do MP afirma que recorrerá da decisão sobre Monique e diz que ex-professora foi ‘corresponsável’ pela morte do filho O texto diz ainda que os advogados "recebem com respeito a decisão proferida pelo Conselho de Sentença, ressaltando que o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988". Os defensores também frisam que o julgamento foi realizado "pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do Júri Popular". E afirma que "a morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso". Morte de Henry: Defesa de Jairinho diz que júri será anulado e prevê novo julgamento após condenação A nota destaca ainda que Monique vivia num cenário de violência durante o relacionamento com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado a 43 anos de prisão. "O processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre a vítima consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida, especialmente quando inserida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva". O julgamento de Monique e Jairinho terminou na madrugada desta quinta-feira. A professora teve a acusação de homicídio doloso — quando há intenção de matar — desclassificada pelos jurados. O Conselho de Sentença entendeu que houve negligência em sua conduta, reconhecendo a prática de homicídio culposo -- quando não há intenção. Fala de magistrada: ‘Fosse um pai, nem sequer teria sido processado,’ diz juíza ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros Apesar disso, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo crime. Monique também foi condenada pelo júri por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, com pena de um ano e quatro meses de detenção em regime aberto. Como a magistrada considerou o período já cumprido em prisão preventiva pela mãe de Henry ao longo do processo, foi determinada a expedição de um alvará de soltura, e Monique deixará a cadeia. Initial plugin text
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