Jornal O Globo
O governo colombiano retirou nesta quinta-feira sua proposta de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para consagrar reformas sociais e anticorrupção na Constituição, após a derrota da esquerda no primeiro turno da eleição presidencial. Disputa presidencial: Polarização entre extrema direita e esquerda no segundo turno força limites institucionais na Colômbia Uniforme da seleção de futebol: Justiça proíbe candidato de extrema direita de usar camisa da Colômbia como 'símbolo' O presidente, Gustavo Petro, havia defendido veementemente a Assembleia Constituinte como forma de contornar a obstrução do Congresso às suas reformas sociais e econômicas. A proposta foi duramente criticada pela oposição, que o acusou de querer emendar a Constituição para permitir e buscar a reeleição. "O resultado refletido nas recentes eleições (...) não permite a convocação da Assembleia Constituinte", escreveu Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país, em sua conta no X. A decisão ocorre em meio à campanha presidencial, após o protegido político de Petro, o popular senador Iván Cepeda, ter perdido por uma pequena margem para o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella no primeiro turno. Os dois se enfrentarão no segundo turno das eleições em 21 de junho, no qual De la Espriella lidera as pesquisas. O resultado "deixou a porta aberta para um retorno aos métodos do fascismo violento (...). Apoio a decisão tomada pelo comitê cidadão da Assembleia Nacional Constituinte de suspender o processo de coleta de assinaturas", acrescentou Petro, que está legalmente impedido de concorrer à reeleição. A surpreendente vitória da extrema direita no primeiro turno do pleito ocorre em meio à pior onda de violência no país na última década e com crescente pressão fiscal devido aos altos gastos do governo de esquerda. Initial plugin text Petro deixará o cargo em 7 de agosto, após quatro anos no poder marcados por investimentos significativos em programas sociais e o maior aumento do salário mínimo, medidas populares entre a classe trabalhadora. O esquerdista prometeu durante sua campanha que não modificaria a Constituição de 1991, mas mudou de ideia e começou a coletar assinaturas em maio. As reformas propostas focaram em questões sociais, econômicas e ambientais, bem como naquelas relacionadas à implementação da paz no país, marcado por décadas de conflito.
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