Jornal O Globo
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que não vê "nenhum sentido" em se encontrar com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, até que um acordo de paz esteja pronto, rejeitando o apelo do líder ucraniano por um encontro presencial. Na quinta-feira, Zelensky propôs um encontro presencial com Putin em uma rara carta aberta ao líder russo, afirmando também estar pronto para um "cessar-fogo total". Em resposta, o Kremlin chegou a dizer que o presidente ucraniano poderia se encontrar com Putin "a qualquer momento" em Moscou. Análise da AFP: Rússia lançou número recorde de drones contra a Ucrânia em maio Parte do bloco: União Europeia avança com pedido de adesão da Ucrânia após Hungria retirar veto — Não vejo sentido em nos encontrarmos. Só faz sentido para o lado ucraniano deter o avanço de nossas forças armadas. Só isso. E precisamos de acordos — declarou Putin no principal fórum econômico da Rússia, em São Petersburgo, um dia depois de Zelensky ter divulgado uma carta aberta convocando uma reunião.— Deixem os especialistas trabalharem, desenvolverem algumas soluções, e então poderemos nos encontrar. Em declarações a um grupo de jornalistas estrangeiros em sua cidade natal ontem, Putin afirmou estar sempre disposto a negociar com Kiev uma saída para a guerra, com base no que foi discutido "durante o encontro com o presidente [americano Donald] Trump" em Anchorage, em agosto de 2025. "A Ucrânia propõe o fim desta guerra por meio de um diálogo direto entre nós e você. Proponho um encontro", disse Zelensky na carta divulgada ontem. "A Ucrânia está pronta para um cessar-fogo total durante o período de negociações". Initial plugin text Moscou exige de Kiev concessões políticas e territoriais, em particular uma retirada completa da região de Donetsk, que faz parte do Donbass. O governo ucraniano se recusa a aceitar essas condições por considerá-las uma capitulação. Um acordo não excluiria, segundo Putin, que Moscou controle completamente o Donbass, bacia mineradora no leste da Ucrânia que atualmente está parcialmente sob controle russo.
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