Revista Oeste
O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) , Mauro Campbell, se queixou publicamente de seu salário nesta quinta-feira, 4. O magistrado afirmou que considera sua remuneração abaixo do patamar adequado diante do volume de processos sob sua responsabilidade na Corte. Dados oficiais do Portal da Transparência do STJ revelam que Campbell recebeu aproximadamente R$ 141 mil em abril deste ano. Nos meses anteriores, os vencimentos líquidos também foram elevados: cerca de R$ 122 mil em março e R$ 127 mil em fevereiro. Os valores totais incluem indenizações, vantagens pessoais e créditos adicionais. + Leia mais notícias de Política em Oeste As declarações ocorreram durante uma entrevista ao STF em Foco na qual o ministro defendeu um reajuste condizente com a produtividade dos magistrados brasileiros. Campbell destacou o montante de ações que já analisou ao longo de sua trajetória profissional. “Eu não tenho a remuneração à altura dos milhares de processos que eu julgo no Superior Tribunal de Justiça", declarou Campbell. "Eu desafio um juiz fora do Brasil que tenha se aproximado a essa cifra. Não invejo, não sei se julguei bem todos os 130 mil processos, mas me esmerei o que pude. E deveria, sim, receber um salário à altura do que eu trabalho pelo país.” Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por STF EM FOCO (@stfemfoco) Salário supera o teto constitucional Os contracheques do corregedor superam com folga o teto constitucional do funcionalismo público federal. Atualmente, o limite é fixado em R$ 46.300 — valor que corresponde ao salário bruto dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais: “ PL triplica fatia do fundo eleitoral e amplia vantagem sobre PT ” A extrapolação do teto ocorre de forma legal por causa de uma série de penduricalhos, gratificações e benefícios que não entram no cálculo do limite salarial definitivo. STF tenta impor limites aos penduricalhos A queixa do ministro coincide com um período de mudanças nas regras de remuneração do Judiciário. O STF definiu novas diretrizes para conter os excessos nos pagamentos da magistratura e do Ministério Público. A decisão da Suprema Corte proibiu a criação de auxílios sem base legal específica e determinou que a soma de todas as vantagens adicionais não pode ultrapassar 70% do teto constitucional. Esse limite acabou dividido entre bônus por tempo de carreira e verbas institucionais, como diárias e acúmulo de funções. As novas travas começaram a valer no mês-base de abril, com impacto direto nos pagamentos de maio. Leia mais: “ Justiça manda prender jornalista que provocou Carla Zambelli ” O post Corregedor do CNJ diz que salário de até R$ 141 mil está ‘abaixo do adequado’ apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site