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Líbano acusa Irã de usar país como 'moeda de troca' em negociações com os EUA Globo/ Reprodução O governo do Líbano acusou nesta sexta-feira (5) o Irã de usar o país como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos pelo fim da guerra. As declarações são as mais duras e contundentes já feitas até agora pelo governo libanês contra Irã. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também fez críticas ao regime iraniano durante participação, em Beirute, no lançamento de um novo apelo humanitário da ONU para o Líbano. “Poupem o nosso Sul e parem de tratá-lo e ao seu povo como meras moedas de troca para melhorar os termos das suas negociações", disse. A fala foi uma resposta ao novo alerta da ONU sobre a crise humanitária no Líbano. Em Genebra, a organização pediu mais US$ 330 milhões em ajuda de emergência. Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 3.500 pessoas morreram nos últimos três meses. Quase 1 milhão de libaneses tiveram de deixar suas casas. O coordenador humanitário da ONU no Líbano, Imran Riza, afirmou que "O número de vítimas civis é alarmante e piora a cada dia". Mesmo com os alertas internacionais, os bombardeios continuaram nesta sexta-feira. No sul do Líbano, colunas de fumaça voltaram a subir sobre áreas atingidas pelos ataques. Na cidade portuária de Tiro, ruas ficaram cobertas de destroços. Agências bancárias, restaurantes e carros foram destruídos. A guerra recomeçou em março, depois que o Hezbollah passou a atacar Israel em apoio ao Irã, alvo de bombardeios americanos e israelenses. Os Estados Unidos anunciaram nesta semana um novo acordo de cessar-fogo entre Israel e o governo libanês. Mas o Hezbollah rejeitou a proposta. Israel também afirmou que não vai retirar as tropas do sul do Líbano enquanto o grupo extremista financiado pelo Irã não interromper os ataques. O governo libanês tenta, pela primeira vez em muitos anos, enfrentar publicamente a pressão do Irã. Mas, enquanto a diplomacia não avança, o sul do Líbano continua sendo o campo de batalha da crise no Oriente Médio. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM
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