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Presidente do Líbano critica Hezbollah: ‘Este não é o seu país’
Revista Oeste

Presidente do Líbano critica Hezbollah: ‘Este não é o seu país’

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país é tratado como instrumento de negociação em disputas internacionais. Segundo ele, a população local está esgotada com os efeitos de conflitos guiados por interesses externos. A continuidade da guerra não reflete a vontade dos libaneses, reiterou. Na opinião dele, a saída passa por entendimentos diplomáticos. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Aoun, eleito pelo Parlamento em janeiro de 2025, declarou, à CNN, que o Líbano não está sendo beneficiado por atores externos, como o grupo terrorista Hezbollah, e que há uma divergência direta entre os interesses envolvidos. Ele também rejeitou qualquer leitura que trate o país como área de influência externa. https://www.youtube.com/watch?v=NTiKMoZUCWo “Vocês não estão tentando nos ajudar", disse ele, em recado aos terroristas. "O povo libanês está pagando o preço pelos seus interesses. Nossos interesses não se alinham com os seus. Este não é o seu país – é o nosso país.” Ele não descartou a possibilidade de um encontro com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu , algo inédito na história das relações entre os dois países, mas afirmou que isso dependeria de um acordo prévio. Aoun criticou uma posição atribuída à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã que condicionava a retirada de Israel do território libanês a um acordo mais amplo envolvendo Estados Unidos e Irã. Para o presidente, o país vem sendo usado como elemento de negociação em um tabuleiro internacional, o que considerou inaceitável. “Esses são libaneses. Não são pessoas de Naim Qassim”, disse ele, se referindo ao líder do Hezbollah. Aoun disse ter conversado com libaneses de todas as comunidades, entre eles xiitas. Ouviu desabafos de que estavam “cansados” da guerra do Hezbollah contra Israel. “Eles não merecem ver suas casas destruídas a cada cinco ou dez anos." O presidente do Líbano afirmou ainda que há um sentimento generalizado de exaustão na sociedade libanesa em relação ao conflito envolvendo Israel e o Hezbollah, indicando que a guerra deixou de ter respaldo social amplo. Ele voltou a criticar Naim Qassim depois da rejeição de um cessar-fogo. Qassim havia classificado o processo como ofensivo ao Líbano e contestado sua legitimidade política e social. Em outro trecho da entrevista, o presidente dirigiu-se diretamente à sociedade israelense e questionou a permanência de um estado contínuo de conflito desde 1948. Ele defendeu a abertura de um canal de diálogo e afirmou que soluções militares não produzem estabilidade duradoura. Hezbollah em confronto com Israel Aoun disse que o Líbano está disposto a negociar o fim das hostilidades, mas condicionou qualquer avanço à reciprocidade da outra parte. Segundo ele, sem essa disposição mútua, não haverá condições reais de estabilidade ou segurança. Leia mais: "Ex-ditador da Síria vive isolado e gasta sua fortuna em Moscou" Na avaliação do presidente libanês, tanto o governo israelense quanto o Hezbollah mantêm uma dinâmica de confronto sem resultados estratégicos definidos. Para ele, o prolongamento da guerra não atende aos objetivos de nenhum dos lados. Apesar disso, Aoun afirmou que existe uma janela comum de interesse entre libaneses e israelenses para encerrar o ciclo de violência e construir um ambiente de estabilidade. Segundo ele, ambos os povos compartilham o cansaço prolongado com o conflito e precisam escolher entre continuidade da guerra ou avanço diplomático. Ao comentar o processo de cessar-fogo em negociação, o presidente disse que houve avanços após tratativas complexas e que o entendimento em discussão pode abrir caminho para um acordo mais amplo e duradouro. O post Presidente do Líbano critica Hezbollah: ‘Este não é o seu país’ apareceu primeiro em Revista Oeste .

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