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Soldados israelenses matam bebê de sete meses após disparos contra veículo na Cisjordânia ocupada, dizem autoridades | Collector
Soldados israelenses matam bebê de sete meses após disparos contra veículo na Cisjordânia ocupada, dizem autoridades
Jornal O Globo

Soldados israelenses matam bebê de sete meses após disparos contra veículo na Cisjordânia ocupada, dizem autoridades

O Ministério da Saúde palestino informou nesta sexta-feira que disparos israelenses mataram um bebê e feriram seus pais na Cisjordânia ocupada. Sam Fahd Abou Haikal, de sete meses, foi morto e seus pais ficaram levemente feridos "após as forças de ocupação abrirem fogo contra eles na noite de sexta-feira" na cidade de Hebron, no sul do país, informou o ministério em um breve comunicado. O caso ocorre em meio ao aumento de violência denunciado por palestinos no território, ocupado por Israel desde 1967. Israel afirmou, por sua vez, que investigará o caso. Mais de 17 golpes: Cadela de família palestina espancada por colono israelense revela nova face da violência na Cisjordânia Divide território ao meio: Israel aprova plano de colonização da Cisjordânia que inviabiliza criação de Estado palestino — Uma bala atingiu meu neto, atravessou seu rosto e cruzou sua cabeça, atingindo a bochecha da mãe, onde se alojou — disse a avó da criança ao jornal israelense Haaretz, acrescentando que a bala também atingiu de raspão o dedo do pai e que a mãe foi hospitalizada. As Forças Armadas de Israel afirmaram, por sua vez, que suas tropas abriram fogo depois que "soldados perceberam um veículo acelerando em sua direção", mas disseram que uma investigação inicial determinou que os três palestinos eram "civis não envolvidos" e expressaram seu "profundo pesar" por "qualquer dano causado". Segundo a agência de notícias oficial palestina Wafa, a família mora em Belém e estava viajando para visitar parentes em Hebron. Tareq Barbarawi, diretor do hospital público de Hebron, havia dito anteriormente à AFP que o bebê havia sido hospitalizado com ferimentos "graves". 'Fomos jogados na rua, como cachorros': Palestinos de Gaza contam rotina em vestiário de estádio na Cisjordânia desde o início da guerra 'Matamos alguns cachorros' A justificativa do Exército de Israel é a mesma de a de um caso semelhante, ocorrido em março deste ano. Na ocasião, os soldados israelenses também atiraram contra um carro que levava uma família em Tammun, no norte do território, matando quatro pessoas, entre elas duas crianças. Segundo a versão israelense, eles perseguiam suspeitos de "atividade terrorista" e dispararam contra o veículo. O caso também foi levado à investigação. O Ministério da Saúde palestino identificou as vítimas na ocasião como Ali Khaled Bani Odeh, de 37 anos, Waad Othman Bani Odeh, de 35 anos, Othman, de sete anos, e Mohammed, de cinco anos. Mustafa, de oito anos, e Khaled, de onze, sofreram ferimentos leves causados ​​por estilhaços, sendo os únicos a sobreviver. Khaled relatou ao Haaretz na época que um soldado israelense o retirou do veículo após atirar nele: — Ele disse: "Matamos alguns cachorros", me tirou do veículo e me espancou — disse. — Depois disso, me levaram para um jipe ​​e me revistaram. Me perguntaram: "Quem estava com você no carro?" Quando eu disse: "Minha mãe, meu pai e meus irmãos", ele começou a gritar comigo, me chamando de "mentiroso, mentiroso". 'Pensei que seria o meu fim': Palestinos relatam violência sexual cometida por guardas prisionais, soldados e colonos israelenses A violência ligada ao conflito israelo-palestino aumentou drasticamente neste território à margem da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islâmico palestino Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, soldados ou colonos israelenses mataram pelo menos 1.080 palestinos, entre combatentes e civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados do Ministério da Saúde palestino. Além das operações militares avançando pelo território, a violência de colonos israelenses também tem se tornado mais frequente. Há inúmeros relatos recentes na imprensa internacional de invasões de terras agrícolas, ataques a casas e agressões a civis em deslocamento. Juntamente com cerca de três milhões de palestinos, mais de 500 mil colonos israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, que são ilegais segundo o direito internacional. Com agências internacionais.

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