Revista Oeste
A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou novamente a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB) para o patamar “brCCC+/brC”. O selo indica que a instituição estatal está vulnerável e depende de fatores externos favoráveis para honrar os seus pagamentos. Este é o segundo corte na avaliação do banco em um intervalo menor do que três meses, depois de a nota cair para “brB-/brB” em março. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O relatório técnico associa o tombo financeiro às perdas provocadas pelo Banco Master e aos desdobramentos da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF) . Os analistas apontam falhas graves de governança, condutas irregulares de diretores, conflitos de interesse e a urgência de uma injeção de dinheiro para cobrir o buraco contábil. A agência estima que o BRB precisa de uma capitalização entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões para afastar o risco de liquidação. Socorro federal exige congelamento de concursos no DF O governo do Distrito Federal e a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva fecharam um acordo em maio para tentar salvar o banco com um empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O socorro financeiro impõe contrapartidas duras para a capital federal. O governo local teve de suspender a abertura de novos concursos públicos, barrar reajustes salariais do funcionalismo e travar a concessão de incentivos para empresas. https://www.youtube.com/watch?v=9jVIKgJq_xA A S&P Global ponderou que o empréstimo bilionário do FGC envolve uma estrutura complexa e demorada. O cronograma apertado aumenta as incertezas no mercado e pode gerar novos atrasos. Para garantir o recebimento do dinheiro em caso de inadimplência, o Palácio do Buriti colocou como garantia as fatias do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Negócio fracassado com banqueiro motivou crise A crise do BRB começou logo que a diretoria tentou comprar uma fatia do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O Banco Central barrou o negócio depois de analisar a transação por cinco meses. A PF deflagrou a Operação Compliance Zero logo em seguida para apurar fraudes bilionárias na contabilidade do Master. O dono da instituição privada, Daniel Vorcaro, acabou preso em novembro do ano passado. O banqueiro conseguiu a liberdade provisória por um curto período, mas voltou para a cadeia em março deste ano. A PF entregou relatórios ao Supremo Tribunal Federal comprovando que o empresário chefiava um grupo armado para coagir testemunhas e invadir os computadores dos investigadores. Leia também: "Fortuna de Elon Musk se aproxima de US$ 1 trilhão"' O post Agência rebaixa nota do BRB e alerta para risco de quebra apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site