Jornal O Globo
Com o passar do tempo, o corpo sofre diversas alterações que podem influenciar os hábitos diários, principalmente o sono. Após os 60 anos, muitas pessoas começam a deitar e acordar mais cedo, enquanto outras experimentam despertares noturnos ou um sono mais leve. Portanto, os especialistas concordam que manter uma rotina estável é fundamental para preservar a saúde e o bem-estar geral. De hormônios ao mindfulness: os tratamentos que funcionam para controlar os sintomas da menopausa Ebola: 71 novos casos são registrados e CDC alerta que o surto pode ser um dos maiores da história Nesse contexto, diversos especialistas acreditam que acordar entre 6h e 7h30 da manhã pode promover uma melhor sincronização com o ritmo circadiano, o relógio biológico que regula processos como sono, vigília, temperatura corporal e produção hormonal. Além disso, esse horário coincide com as primeiras horas de luz natural, um fator que ajuda o corpo a manter um equilíbrio adequado entre repouso e atividade diária. O sono desempenha um papel fundamental no funcionamento do organismo. Diversos estudos associam a privação frequente de sono a um maior risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, ganho de peso, obesidade, diabetes e transtornos de saúde mental, como a depressão. Por essa razão, especialistas enfatizam a importância de priorizar uma rotina de sono saudável em qualquer idade. A Fundação Nacional do Sono recomenda que pessoas com 65 anos ou mais durmam entre sete e oito horas por noite para manter um bom funcionamento físico e mental. A organização desenvolveu essas diretrizes após analisar evidências científicas sobre o sono e concluir que dormir o suficiente está associado a uma melhor saúde cardiovascular, cognitiva e emocional com o avançar da idade. Vale ressaltar que os especialistas esclarecem que a chave não é tanto um horário específico para acordar, mas sim manter uma rotina regular e dormir a quantidade necessária de horas. Aliás, especialistas em sono apontam que não existe um "horário ideal" universal para todas as pessoas com mais de 60 anos, já que as necessidades de sono podem variar dependendo do estado de saúde, dos hábitos e das características individuais. Café: a partir de qual quantidade ele começa a afetar a sua saúde? Em última análise, a recomendação não é acordar cada vez mais cedo com o passar dos anos, mas sim encontrar um horário que permita um bom descanso e uma rotina consistente. Mais do que o relógio, o que realmente importa é conseguir um sono reparador que contribua para o bem-estar físico e mental nesta fase da vida.
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