Jornal O Globo
A Justiça do Rio manteve preso Sebastião Rogério Ventura Costa, acusado de matar a ex-companheira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em audiência de custódia realizada neste domingo, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o pedido de liberdade provisória foi negado. Uma década de VLT: Transporte mudou a paisagem, enfrentou o Centro esvaziado e projeta recuperação Veja a programação: Vinhos de Portugal termina hoje com brindes, azeites e música Na decisão, o juiz destacou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Também foi determinado o encaminhamento do custodiado para atendimento médico em razão de doenças relatadas durante a audiência. "Indefiro o pedido de liberdade provisória e converto a prisão em flagrante de Sebastião Rogério Ventura Costa em preventiva, como forma de garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, nos termos do artigo 312 do CPP", diz trecho da decisão. O caso aconteceu na noite de quinta-feira. De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), uma adolescente de 15 anos acionou a polícia após presenciar o pai matar a mãe dentro de casa. De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a jovem estava na residência cuidando da irmã gêmea, que tem necessidades especiais, quando o pai chegou aparentemente embriagado. Ele teria tomado o celular da filha e ligado para a ex-companheira. Assim que a mulher começou a subir a escada de acesso ao imóvel, o suspeito sacou uma arma que carregava na cintura e efetuou disparos contra ela. A vítima tentou fugir, mas foi atingida e caiu na escada. A adolescente presenciou toda a ação e relatou aos investigadores que o pai havia demonstrado comportamento agressivo ao longo do dia. Após os disparos, o suspeito fugiu de carro. O pai do suspeito contou aos policiais que ouviu os tiros e, ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou a ex-nora caída e o filho deixando o local. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu aos ferimentos. Na decisão que ratificou a prisão em flagrante, a Polícia Civil havia destacado que o crime foi cometido na presença da filha adolescente, circunstância que agrava a pena prevista para o feminicídio. Os investigadores também apontam que a jovem teria sido usada pelo suspeito para atrair a vítima ao local onde ocorreu o ataque. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
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