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TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro sobre ex-nora de Lula por falta de 'indícios mínimos suficientes' | Collector
TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro sobre ex-nora de Lula por falta de 'indícios mínimos suficientes'
Jornal O Globo

TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro sobre ex-nora de Lula por falta de 'indícios mínimos suficientes'

O Tribunal de Contas da União arquivou uma representação enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com um pedido de investigação sobre a relação de uma empresa ligada a uma ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Ministério da Educação. A Corte identificou que a ação apresentada pelo parlamentar não apresentou provas suficientes para o andamento da apuração. Pix e eleições: Veja como o meio de pagamento virou peça-chave da campanha desde 2022 Entrevista: 'Defesa do Pix materializa a soberania, sai do abstrato’, diz cientista político Guilherme Casarões Na representação, Flávio questionava a aplicação e o destino de recursos públicos federais com supostos indícios de favorecimento indevido à empresa Life Tecnologia Educacional, operada por Carla Ariane Trindade. Ela foi casada com Marcos Cláudio, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia e do presidente Lula A empresa, por sua vez, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), denominada Coffe Break e realizada em novembro do ano passado, que apurou suspeitas de fraudes em licitações no interior de São Paulo. O homem apontado como líder da organização criminosa teria movimentado mais de R$ 125 milhões em uma empresa que venceu editais para fornecimento de material didático e kits de robótica para as prefeituras de Sumaré, Limeira, Morungaba e Hortolândia. Investigadores também apuravam a informação de que Carla teria sido supostamente paga pelas lideranças do esquema para obter influência no Ministério da Educação e atuar como lobista em prol da Life Tecnologia. A defesa de Carla e o MEC não se manifestaram na época. Ao analisarem a representação enviada por Flávio Bolsonaro sobre o tema, os ministros do TCU afirmaram, no entanto, que o pedido do senador se sustenta apenas em notícias da imprensa. "A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades", diz trecho do acórdão publicado no dia 26 de maio. A decisão da Corte, no entanto, tende a não influenciar na atuação da PF, que poderá dar continuidade à investigação do caso.

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