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Trump diz que ataque de Israel a Beirute não foi coordenado com EUA e  pede que Irã volte à mesa de negociações
Jornal O Globo

Trump diz que ataque de Israel a Beirute não foi coordenado com EUA e pede que Irã volte à mesa de negociações

O presidente americano, Donald Trump, disse à Fox News neste domingo que o mais recente ataque israelense a Beirute não havia sido coordenado com os Estados Unidos e que ele “não estava nada satisfeito com isso”. Trump ainda pediu que o Irã volte às mesas de negociações após o país disparar mísseis contra Israel pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo mediado por Washington. Israel usou fósforo branco no Líbano? Saiba o que as evidências visuais dizem Contexto: Israel e Líbano concordam em implementar cessar-fogo e criar zonas de segurança para afastar Hezbollah Segundo o portal Axios, Trump disse que ligará para Netanyahu para pedir que ele não retalie após a ofensiva de mísseis iranianos. — Vou ligar para Bibi (apelido de Netanyahu) agora mesmo e dizer a ele para não retaliar. Israel já teve seu ataque e o Irã já teve o seu. Não precisamos de outro — afirmou o presidente americano, de acordo com o jornalista do Axios, Barak Ravid, que afirmou ter falado com ele por telefone. — Estamos prestes a finalizar um acordo com o Irã. Será um bom acordo. Não quero que ele fracasse por causa do que está acontecendo agora. A ofensiva de Israel contra a capital libanesa foi classificada pelo Irã como um "cruzamento de todas as linhas vermelhas" por parte das Forças israelenses. "O Exército israelense deve cessar seus ataques ao sul do Líbano e aos subúrbios, e se expandir seus ataques para essa região ou responder à ação do Irã, enfrentará golpes ainda mais devastadores e lamentáveis", declarou o general Ali Abollahi, chefe do comando de Khatam al-Anbiya, sem mencionar diretamente os mísseis que Israel afirmou ter interceptado. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o ataque com mísseis contra Israel foi um "aviso" após o ataque israelense a Beirute no início do dia, ameaçando com ataques mais amplos em caso de novas agressões. "A operação desta noite foi um aviso. Se tais agressões se repetirem, as respostas serão mais abrangentes e atingirão todos os alvos estadunidenses e sionistas na região", declarou a força. Initial plugin text O Exército israelense afirmou que o Irã cometeu um "grave erro" ao lançar uma série de mísseis contra Israel, prometeu prosseguir com sua campanha militar no Líbano e afirmou que intensificará as operações contra o Hezbollah. Segundo o portal Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pedirá a Netanyahu que ele não retalie após a ofensiva de mísseis iranianos. — Vou ligar para Bibi (apelido de Netanyahu) agora mesmo e dizer a ele para não retaliar. Israel já teve seu ataque e o Irã já teve o seu. Não precisamos de outro — afirmou o presidente americano, de acordo com o jornalista do Axios, Barak Ravid, que afirmou ter falado com ele por telefone. — Estamos prestes a finalizar um acordo com o Irã. Será um bom acordo. Não quero que ele fracasse por causa do que está acontecendo agora. Initial plugin text O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, discutiu os "últimos acontecimentos" na região na noite de domingo com seus homólogos britânico e turco, bem como com mediadores paquistaneses. As conversas separadas se concentraram na resposta do Irã às "repetidas violações do cessar-fogo no Líbano por parte de Israel", afirmou seu ministério em um comunicado, sem fornecer mais detalhes. A possibilidade de alcançar um acordo para pôr fim à guerra iniciada há 100 dias, que abalou a economia mundial, torna-se cada vez mais distante. "O bloqueio naval imposto ao Irã e a luz verde dada hoje pelos Estados Unidos ao regime sionista transformam as bases e os ativos americanos e do regime [israelense] na região em alvos legítimos", declarou no X o negociador-chefe do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. "Nossas forças armadas, como sempre, têm liberdade para agir". Após os ataques de hoje, o Irã fechou o espaço aéreo sobre o oeste do país. O Iraque também anunciou o fechamento de seu espaço aéreo por pelo menos 72 horas após os incidentes. Já as autoridades sírias fecharam os "corredores aéreos do sul" do país por 12 horas. "Devido a avaliações de segurança... a parte ocidental do espaço aéreo do país foi declarada fechada até novo aviso", disse Majid Akhavan, porta-voz da Organização Nacional de Aviação Civil, em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA. Hostilidades no Líbano Em comunicado conjunto divulgado horas antes, Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, reiteraram que Israel responderia com ataques em Beirute caso o Hezbollah realizasse ações contra o território israelense durante o cessar-fogo. Em nota separada, as Forças Armadas de Israel (IDF, em inglês) informaram que estão atacando infraestruturas do Hezbollah na região de Dahiyeh e disseram que mais detalhes serão divulgados posteriormente. O Hezbollah afirma ter atacado "uma concentração de soldados israelenses inimigos no quartel de Dovev" pela manhã. O grupo alega ter agido "em resposta à violação do cessar-fogo por parte do inimigo israelense e aos ataques que atingiram aldeias no sul do Líbano". Os ataques israelenses deixaram dois mortos e 20 feridos, entre eles quatro crianças e quatro mulheres, segundo o ministério da Saúde do Líbano. Moradores relataram ter ouvido três explosões na área. Ainda não está claro quais alvos foram atingidos pelos bombardeios. Também não há informações sobre vítimas. Israel afirmou ter atacado mais de 150 alvos militares do Hezbollah durante o fim de semana, incluindo lançadores de foguetes e centros de comando, em várias regiões do sul do Líbano. Dois soldados israelenses morreram em combates na região no sábado. Desde que a primeira trégua entre Líbano e Israel entrou em vigor, em 17 de abril, ataques contra o sul libanês continuam ocorrendo diariamente. Um outro acordo mediado pelos EUA nesta semana foi rejeitado pelo Hezbollah, que, em vez disso, apoiou a exigência iraniana de que o fim da guerra no Líbano faça parte das negociações com Washington. Netanyahu, que enfrenta eleições este ano, pretende manter a ofensiva até considerar que o Hezbollah não representa mais uma ameaça. Initial plugin text Segundo o portal Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pedirá Netanyahu para pedir que ele não retalie após a ofensiva de mísseis iranianos. Os confrontos no Líbano, onde forças israelenses tomaram amplas áreas do sul do país em sua mais recente invasão terrestre, ameaçam os esforços para encerrar a guerra envolvendo o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás. Já neste domingo, Israel informou ter identificado pelo menos cinco projéteis lançados do Líbano em direção ao norte do país, que foram interceptados ou caíram em áreas abertas. O Hezbollah não reivindicou os disparos, mas reconheceu ter atacado tropas israelenses no Líbano. Esforços em andamento Enquanto isso, o ministro do Interior do Paquistão estava em Teerã neste domingo em uma nova tentativa de retomar as negociações entre Irã e Estados Unidos, enquanto os militares americanos informaram ter abatido mais dois drones iranianos sobre o Estreito de Ormuz, que representavam ameaça ao tráfego marítimo internacional. A ação mais recente ocorreu enquanto o governo dos EUA pressiona o Irã a firmar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, conflito que tem pressionado a economia global e ameaçado provocar uma crise de fome em alguns dos países mais vulneráveis do mundo. Os combates mais intensos terminaram com um cessar-fogo preliminar em 8 de abril, mas as partes ainda não conseguiram chegar a um acordo definitivo. Segundo a agência estatal iraniana IRNA, Mohsin Naqvi, o ministro do Interior do Paquistão, está em Teerã para entregar uma mensagem ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, enviada pelo chefe das Forças Armadas paquistanesas, marechal de campo Asim Munir. Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado governante da República Islâmica após a morte de seu pai, em 28 de fevereiro. Naqvi reuniu-se no sábado à noite com o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, e manteve conversas na manhã de domingo com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, segundo a mídia estatal iraniana. Não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo da mensagem. Autoridades paquistanesas afirmam que Islamabad, com apoio de países da região, vem trabalhando para ajudar a reduzir as divergências entre EUA e Irã e incentivar esforços voltados para a diminuição das tensões e a reabertura do Estreito de Ormuz. (Com AFP)

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