Jornal O Globo
A disputa do segundo turno presidencial no Peru continua indefinida na manhã de segunda-feira, com a apuração dos votos indicando uma margem mínima de vantagem para a candidata de direita Keiko Fujimori — filha do ex-ditador Alberto Fujimori —, em relação ao adversário Roberto Sanchez. Com pouco mais de 90% das seções eleitorais apuradas, Keiko mantinha uma vantagem inferior a um ponto percentual. A contagem indica uma liderança para a candidata de direita, com 50,4% contra 49,6%. Aliados de Sanchez, por outro lado, demonstravam otimismo com o fato da apuração ainda estar em andamento em zonas rurais, onde ele dominou amplamente. Em declarações na noite de domingo, os candidatos evitaram antecipar anúncios de vitória. Keiko afirmou que "teremos dias longos pela frente", enquanto Sanchez disse a apoiadores que a disputa estava em "empate técnico" e que tudo ainda estava em aberto. Pesquisas de boca de urna e contagens rápidas também indicavam ser impossível apontar um vencedor claro. Muitos eleitores esperavam que a eleição colocasse um ponto final em anos de caos político, período em que uma sucessão de presidentes foi presa, destituída ou sofreu impeachment. No entanto, o Peru continua profundamente dividido entre a costa mais populosa e o sul rural e indígena. — O resultado reflete as divisões do país — afirmou Paulo Vilca, analista político do Instituto de Estudos Peruanos. — Quem vencer terá metade do país contra si. (Com AFP) *Matéria em atualização
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