Jornal de Brasília
O Distrito Federal realizou 820 transplantes em 2025, envolvendo coração, rim, fígado, córneas e medula óssea. O dado integra uma reportagem que chama atenção para a importância da doação de órgãos e para o funcionamento do sistema nacional de transplantes. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), Robério de Oliveira, a notícia de um doador disponível representa esperança para quem aguarda um procedimento. Ele afirma que a conscientização da população é um dos pilares para aumentar a doação de órgãos no país. Robério também relatou ter passado por um transplante hepático, após o comprometimento de 90% do fígado por cirrose devido a uma hemocromatose. A experiência, segundo ele, o motivou a criar o IBTx para apoiar outras pessoas em situação semelhante. A reportagem informa que o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde, e que o Sistema Nacional de Transplantes é responsável por organizar e monitorar todo o processo, desde a identificação dos doadores até a realização dos procedimentos. A lista de espera é única, nacional e segue critérios específicos, independentemente de classe social. A diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), Daniela Salomão, afirma que o termo mais correto não é “fila”, mas “lista”, porque o sistema é dinâmico e leva em conta fatores como a condição clínica do paciente e a compatibilidade entre doador e receptor. Ela explica ainda que, embora a lista seja nacional, os órgãos são inicialmente ofertados na própria região, para reduzir o tempo de isquemia, aumentar as chances de sucesso cirúrgico e simplificar a logística do processo. Se não houver receptor compatível na região, o órgão pode ser direcionado para outras partes do país. Para a diretora, estimular a doação regional amplia a rapidez no atendimento e pode trazer melhores resultados aos pacientes.
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