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Rã-touro 'muge' e é considerada perigosa e invasora; conheça a espécie em monitoramento em Florianópolis | Collector
Rã-touro 'muge' e é considerada perigosa e invasora; conheça a espécie em monitoramento em Florianópolis

Rã-touro 'muge' e é considerada perigosa e invasora; conheça a espécie em monitoramento em Florianópolis

Uma espécie de anfíbio considerada invasora e perigosa está sendo monitorada em Florianópolis, Santa Catarina, por seus reflexos no meio ambiente local. A rã-touro, de nome científico Aquarana catesbeiana, tem características particulares que podem impactar a fauna nativa brasileira. Uma delas é seu tamanho maior, o que dá vantagem na disputa por alimentos, colocando-a como uma grande predadora. Vistorias técnicas: Corte orçamentário vai afetar fiscalização de barragens e análise de projetos ligados a minerais críticos, diz ANM Leia mais: Zoológico no RS suspende visitas após 36 animais aparecerem mortos, e governo investiga causa Além de monitoramento, a cidade quer fazer o controle com ajuda da população. A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), tem acompanhado casos de aparecimento de espécimes, e o Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis (LEAR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pede o apoio das pessoas para relatos de avistamentos. Rã-touro 'muge' e é considerada perigosa e invasora no Brasil; Florianópolis está monitorando a espécie Felipe Sterzling / PMF / Divulgação Uma das formas de identificar a espécie é pelo som característico que emite. A vocalização da rã-touro é grave e assemelha-se ao mugido de um touro, o que acabou por influenciar seu nome. Mas apenas os machos emitem esse canto característico, que pode ocorrer tanto de dia como à noite. (Ouça abaixo) Initial plugin text Esse som, caso uma pessoa se depare com uma espécime, deve ser gravado e o animal fotografado, quando possível. Esse material deve ser enviado para a Floram, por meio do WhatsApp (48) 3237-5660, contendo ainda endereço do local do avistamento, com coordenadas para facilitar, assim como data e hora do registro. O LEAR tem divulgado informações sobre como identificar a rã-touro. Entre as características para diferenciá-la de espécies nativas estão: rã-touro macho: grande porte, tímpanos grandes em relação aos olhos, membranas entre os dedos das patas traseiras rã-touro fêmea: grande porte, tímpanos menores que os olhos, membranas entre os dedos das patas traseiras girino: grande porte, presentes em lagoas Os indivíduos podem ultrapassar 20 centímetros de comprimento e pesar até 680 gramas, segundo a National Geographic. Os girinos já podem apresentar tamanho avantajado, atingindo cerca de 17 centímetros. O tamanho dá a eles vantagem na alimentação, incluindo na dieta peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte. Originária da América do Norte, em ambiente natural, podem ser encontradas em lagoas de água doce, lagos e pântanos. Ela tem alta capacidade reprodutiva. Brasil: 'Ela me manipulava', diz mulher que foi vítima de falsa adolescente no Rio De acordo com os órgãos, a rã-touro foi introduzida no Brasil para criação em ranários e comércio de carne, em 1935. Por escape ou por soltura intencional, a espécie se dispersou e estabeleceu populações em ambiente natural, tornando-se invasora em diversas regiões do país. Em outubro de 2025 foi registrada pela primeira vez em Florianópolis, no bairro Ratones, de acordo com dados recebidos pela Ciência Cidadã. De acordo com o LEAR, o mesmo aconteceu em outros países, transformando-a em uma das piores espécies invasoras do mundo. Um dos principais riscos é de a espécie poder ser portadora de doenças que afetam tanto anfíbios nativos quanto peixes e répteis. Em outras regiões onde foi introduzida, a rã-touro "foi associada à transmissão de patógenos como o fungo da quitridiomicose e o ranavírus, doenças que afetam exclusivamente outros anfíbios e peixes e não representam risco à saúde humana nem a animais domésticos", destaca a Floram em nota. Para realizar seu controle, foram iniciados trabalhos de captura com equipes especializadas para tentar conter e acompanhar o crescimento da população de anfíbios em Florianópolis. Até o momento, foram realizadas duas ações de campo, com a captura de 11 espécimes, em 10 em novembro de 2025 (3 juvenis e 7 adultos) e em 1 em março de 2026. Eles "foram encaminhados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC para análises, incluindo testagem para ranavírus e quitridiomicose", segundo o órgão ambiental em nota.. “O trabalho que estamos conduzindo em Ratones segue uma estratégia de detecção precoce e resposta rápida. Quando uma espécie exótica é identificada logo no início, é possível compreender melhor a situação, mapear sua ocorrência e tomar decisões fundamentadas, em parceria com as demais instituições e com a comunidade”, explica Fábio Henrique Machado, presidente da Floram.

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