Jornal O Globo
Um homem de 35 anos morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas neste domingo em uma série de ataques a tiros em diferentes locais próximos a Kochav Yair, no centro de Israel, segundo informações das equipes de emergência e das forças de segurança israelenses. As autoridades informaram que o atirador foi morto durante a operação. A polícia o identificou como Amar Mandar Yaseen, cidadão israelense da cidade árabe de Taibeh. Israel usou fósforo branco no Líbano? Saiba o que as evidências visuais dizem Autoridades: Soldados israelenses matam bebê de sete meses após disparos contra veículo na Cisjordânia ocupada O serviço de emergência Magen David Adom informou que a vítima fatal morreu em decorrência de ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Segundo o órgão, cinco pessoas receberam atendimento médico e foram levadas a hospitais. Entre os feridos, dois estão em estado grave e três sofreram ferimentos de gravidade moderada, incluindo uma mulher de 61 anos e dois homens na faixa dos 30 anos. De acordo com a polícia, o suspeito abriu fogo inicialmente em um posto de gasolina próximo a Kochav Yair. Em seguida, deslocou-se para as localidades vizinhas de Tzur Yitzhak e Tzur Natan. As autoridades afirmaram ainda que ele disparou contra o portão de segurança do assentamento de Sal'it antes de ser confrontado pelo coordenador de segurança da comunidade. As Forças Armadas de Israel informaram que um dos autores do ataque foi morto e que as buscas continuavam para localizar um segundo suspeito. A polícia informou ter localizado um veículo supostamente envolvido na ação e afirmou que o suspeito foi morto nas proximidades de Kochav Yair, a poucos quilômetros da Cisjordânia ocupada. As autoridades disseram que forças de segurança permaneceram mobilizadas na região após os ataques. Segundo a polícia, um edifício em Taibeh foi cercado como parte da operação em andamento, enquanto equipes realizavam buscas em comunidades vizinhas em procura de possíveis suspeitos adicionais. O Gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que ele realizou uma avaliação da situação e acompanhava os desdobramentos do ataque. No local, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, afirmou que há "um grupo entre os árabes israelenses que odeia o país" e defendeu que eles sejam "enfrentados diretamente". Em publicação na rede X, Ben Gvir afirmou que, caso o responsável pelo ataque fosse capturado com vida, seria executado. O ministro fazia referência a uma lei israelense aprovada recentemente que prevê a pena de morte para palestinos condenados por acusações de terrorismo relacionadas a ataques fatais contra israelenses. "O sangue judeu não é barato. Quem assassinar um judeu verá a corda do carrasco", declarou. Uma testemunha ouvida pelo jornal Haaretz relatou que estava nas proximidades do posto de gasolina em Kochav Yair quando ouviu três disparos. As pessoas ao redor continuavam circulando normalmente, afirmou, aparentemente sem compreender o que estava acontecendo. Pouco depois, disse ter ouvido outro tiro, visto um homem cair no chão e observado um veículo deixar o local. — Corri até ele para ver o que estava acontecendo — disse a testemunha ao jornal. — Foi então que vi que ele estava sangrando. Em atualização.
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