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Quarenta mil pessoas e protestos contra antissemitismo: como foi o show de Kanye West na Holanda | Collector
Quarenta mil pessoas e protestos contra antissemitismo: como foi o show de Kanye West na Holanda
Jornal O Globo

Quarenta mil pessoas e protestos contra antissemitismo: como foi o show de Kanye West na Holanda

Cerca de 40 mil pessoas foram ver Kanye West (ou Ye, nome que passou a adotar em 2021) no estádio Gelredome, na cidade de Arnhem, na Holanda, a despeito de declarações polêmicas do rapper americano associadas ao antissemitismo. Mas nem todos esqueceram o lançamento do single "Heil Hitler" (também conhecida como " Nigga Heil Hitler ", às vezes abreviada para " NHH"), em maio do ano passado, ou a venda de uma camiseta com suástica em seu site oficial (Yeezy.com) em fevereiro de 2025 — o produto foi rapidamente banido e a loja retirada do ar. O Maior Encontro do Samba: Veja como foi o primeiro show da turnê de Zeca, Alcione e Jorge Aragão Em 3 de julho: Taylor Swift e Travis Kelce definem palco do casamento e escolha surpreende os fãs; entenda No local, fãs disseram à AFP que separavam a música da polêmica reputação do artista de 48 anos. — Não apoio todas essas coisas que diz, ele é muito controverso — comentou Loes Snyers, um estudante belga de 20 anos. — Mas realmente não me importo com as coisas ruins que os artistas fazem, meu foco é na música. Perto do local do concerto, a organização judia CIDI organizou um pequeno protesto contra o artista, exibindo cartazes com suas frases antissemitas. — Se seus fãs gostam da música, não podemos ignorar o ódio antijudaico que ele disseminou no passado — declarou a diretora do CIDI, Naomi Mestrum. A organização tentou obter o cancelamento do show, o que foi negado por um tribunal de Amsterdã. No dia 11 de julho, o rapper deve se apresentar em Tirana, capital da Albânia, e no dia 25, em Praga, na República Tcheca. Outros shows de West, no entanto, foram cancelados no Reino Unido, França, Polónia e Itália. Rapper negou ser antissemita O prefeito da cidade italiana Reggio Emilia decidiu proibir que West e Travis Scott se apresentassem por lá em julho. A decisão foi tomada após um pedido feito pela comunidade judaica da cidade. Uma solicitação pelo cancelamento dos shows também foi feito pelo grupo de consumidores Codacons. Ao tomar a decisão, as autoridades locais citaram a proximidade entre as apresentações dos dois artistas, o que poderia levar a um fluxo intenso de turistas em 24 horas. Outro fator foi o "risco concreto" de protestos devido à presença de Kanye West. Em janeiro deste ano, West disse no jornal The Wall Street Journal que não era "nazista, nem antissemita" e abribuiu seu comportamento a um "episódio maníaco" provocado pelo transtorno bipolar. Entre os cancelamentos de shows neste ano, um dos que mais se destacou foi o que estava previsto para o Reino Unido. O governo impediu a entrada do rapper, em meio à controvérsia sobre sua participação como atração principal do Wireless Festival, em Londres, na Inglaterra. Organizações civis locais pediram que o músico não fosse autorizado a entrar.

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