Jornal O Globo
Alunos de uma escola em Digos, no sul das Filipinas, correram para se proteger quando uma estrutura externa desabou durante o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a costa da ilha de Mindanao. Em vídeos registrados no momento do tremor, crianças aparecem assustadas e é possível ouvir gritos enquanto o chão balança. A escola informou, em comunicado publicado no Facebook, que ninguém ficou ferido e agradeceu a funcionários e estudantes por “permanecerem calmos e organizados durante toda a situação”. Terremoto nas Filipinas: Sobe para 32 o número de mortos após tremores de magnitude 7,8 na costa do país; vídeos Intensidade 7,8: Entenda o que é escala Richter, usada para medir tremores Veja imagens dramáticas durante terremoto de magnitude 7,8 registrado nas Filipinas O abalo, um dos mais fortes registrados recentemente no país, deixou ao menos 32 mortos e mais de 130 feridos, segundo relatos iniciais de autoridades locais. Os números ainda precisam ser verificados pela agência nacional de desastres, responsável por consolidar os dados enviados por diferentes fontes regionais. O terremoto teve epicentro no mar, perto de Mindanao, a 35 quilômetros de profundidade, de acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS). Mais de 130 tremores secundários foram registrados após o abalo principal, com magnitudes entre 1,3 e 6,7. Em diferentes cidades da região, casas e prédios desabaram. “Vários edifícios desabaram, algumas casas também desabaram”, declarou o sargento Robert Dagon, da polícia da Cidade de General Santos, na província de Mindanao. Vídeos publicados no Facebook mostraram ainda uma lanchonete desabando e outro prédio escolar atingido em Malita, na província vizinha de Davao Ocidental. Eleições no Peru: Com mais de 90% das urnas apuradas, candidata de direita lidera com menos de 1 ponto de vantagem As autoridades filipinas disseram que ainda verificavam relatos de novas vítimas. Em Sarangani, Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, relatou à Reuters que o prédio da polícia apresentou rachaduras logo após o tremor. — Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos — afirmou Ancheta, por telefone. Diante do risco de ondas gigantes, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu para possíveis tsunamis “nas próximas horas” ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. O alerta foi cancelado cerca de três horas depois. O presidente filipino, Ferdinand Marcos, ordenou a suspensão das aulas nas áreas afetadas de Mindanao e pediu que moradores deixassem as regiões costeiras. “Sigam para áreas elevadas. Não esperem. A vida de vocês é mais importante do que qualquer coisa que deixem para trás”, declarou Marcos. Após o terremoto, o Japão também emitiu alerta de tsunami para a costa do Pacífico. A Agência Meteorológica do país informou que ondas de até um metro poderiam atingir diferentes regiões do arquipélago a partir das 23h30, no horário de Brasília. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também alertou para ondas de um a três metros ao longo da costa das Filipinas e de 0,3 metro a um metro na Indonésia e na Malásia. Japão, Taiwan, Papua-Nova Guiné e outras regiões poderiam ser atingidos por ondas menores, de até 0,3 metro. Terremotos são frequentes nas Filipinas, arquipélago localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e à costa do Pacífico.
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