Jornal O Globo
O Ministério da Saúde paralisou temporariamente a vacinação contra a dengue, de maneira preventiva, com o imunizante do Instituto Butantan. O motivo são 42 casos de reações adversas severas. Saiba se você é um 'cafeinado': faça nosso quiz e teste seus conhecimentos sobre café Dengue: qual é a diferença da vacina do Butantan que foi suspensa e a fabricada pelo laboratório Takeda? Efeitos adversos de um medicamento são reações indesejadas e não intencionais que ocorrem após o uso de um fármaco nas doses normalmente recomendadas para prevenção, diagnóstico ou tratamento de uma doença. Eles podem variar de leves a graves e nem sempre acontecem com todas as pessoas. As informações sobre efeitos adversos costumam aparecer na bula, geralmente acompanhadas da frequência com que foram observados. Por exemplo, um efeito adverso é considerado muito comum quando ocorre em mais de 10% dos usuários. O comum, entre 1% e 10%, incomum (0,1% a 1%), raro (0,01% a 0,1%) e muito raro (menos de 0,01%). De acordo com o Instituto Butantan, os resultados do ensaio clínico de fase 3 da vacina tetravalente Butantan-DV, publicados na prestigiada revista científica Nature Medicine, mostrou que a maioria das reações adversas foi leve a moderada, sendo as principais dor de cabeça (36,7%), fadiga (19,4%), erupção na pele (22,7%), dor muscular (17,7%) e prurido (19,3%). O trabalho acompanhou quase 17 mil pessoas no Brasil. Também não houve registro de nenhum caso de dengue grave entre os participantes que receberam a vacina Butantan-DV durante os cinco anos de acompanhamento, e apenas seis casos de dengue com sinais de alarme. O Ministério da Saúde recomenda que quem recebeu a vacina há menos de 21 dias fique atento a sintomas como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral. A pasta orienta a fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas. É comum que ao aplicar a vacina no mundo real, que corresponde a um número muito maior de pessoas do que no ambiente controlado de um estudo clínico, novos eventos adversos apareçam.
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