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Após reclamação de João Campos, presidente do PT desautoriza ministro de Lula e diz que partido terá somente um palanque em Pernambuco | Collector
Após reclamação de João Campos, presidente do PT desautoriza ministro de Lula e diz que partido terá somente um palanque em Pernambuco

Após reclamação de João Campos, presidente do PT desautoriza ministro de Lula e diz que partido terá somente um palanque em Pernambuco

O presidente do PT, Edinho Silva, desautorizou Wellington Dias (Desenvolvimento Social) após o ministro ter afirmado, em entrevista ao GLOBO, que o presidente Lula (PT) terá dois palanques em Pernambuco. O movimento ocorreu após a cúpula do PSB se irritar com a declaração, e de o próprio João Campos (PSB), pré-candidato, procurar Edinho para se queixar. Edinho é coordenador da campanha de Lula. Após repercussão da declaração do ministro de Lula, ele afirmou que não haverá duplo palanque em Pernambuco. — Essa posição está clara desde o início, em Pernambuco o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário — diz Edinho. Dias disse na entrevista que a campanha à reeleição do petista deve ser acompanhada por uma articulação voltada ao centro político e defendeu a construção de palanques estaduais capazes de assegurar governabilidade em um eventual novo mandato, indicando que esse seria o caso de Pernambuco. — Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição (em 2022) e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela— afirmou o ministro. Integrantes da cúpula do PSB ficaram incomodados com a declaração do ministro, já que são frontalmente contra a possibilidade de o petista subir também no palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. Segundo relatos, o próprio João Campos procurou Edinho Silva para se queixar e cobrar explicações. O PSB tem tratado a eleição ao governo de Pernambuco como prioridade número 1 do partido. Dirigentes da sigla dizem que a possibilidade de um apoio dividido de Lula no estado pode levar a uma reavaliação dos apoios do PSB ao PT em outras unidades da federação. A declaração do ministro do Desenvolvimento Social gerou também desconforto entre aliados de Lula, uma vez que há a avaliação que Pernambuco exige uma costura delicada, por se tratar de dois postulantes que indicam que deverão apoiar Lula. Interlocutores do presidente dizem ainda que o PSB é o principal aliado do PT nacionalmente e que é preciso não gerar ruídos nessa relação. Esse estremecimento entre as duas siglas sobre eventual duplo palanque em Pernambuco, no entanto, não é novidade. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa era um dos aliados do presidente que defendia essa possibilidade, contrariando João Campos. A avaliação, ali, era que a eleição de 2026 será apertada e, dessa forma, o petista não poderia prescindir de apoios. João Campos era considerado favorito na disputa. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de maio, no entanto, mostrou uma virada de Raquel Lyra. O levantamento mostrou Lyra numericamente na liderança da corrida pela reeleição no estado. Ela apareceu com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito, e também está à frente em um eventual segundo turno. O cenário representa uma mudança em relação à divulgação anterior, em abril, quando Campos aparecia com 12 pontos percentuais de vantagem contra a governadora.

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