Jornal O Globo
Os Estados Unidos viveram sua segunda primavera mais quente já registrada, informou na segunda-feira a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), que também alertou para a persistência da seca em grande parte do país. Entenda: Calor extremo poderá adiar partidas da Copa do Mundo se a temperatura ultrapassar os 32ºC em índice Copa do Mundo e clima: por que mudar os jogos para a noite não é suficiente para enfrentar o calor extremo Entre março e maio de 2026, os 48 estados contíguos dos Estados Unidos (ou seja, excluindo Alasca e Havaí) registraram uma temperatura média de 13,2°C. A primavera de 2026 está entre as três mais quentes dos 132 anos de medições e é a mais quente desde 2012. O início deste ano também foi o mais seco desde 1988, segundo a NOAA. Por sua vez, o arquipélago do Havaí registrou a primavera mais chuvosa em 36 anos de registros, com mais do dobro da precipitação média. Algumas outras regiões também registraram chuvas acima da média, mas mais da metade dos estados contíguos ainda enfrentava condições de seca no início de junho. Essa situação afeta grande parte do noroeste do país e áreas do sudoeste, das Montanhas Rochosas do Norte e das Planícies Centrais. As previsões também indicam que a seca poderá se desenvolver em partes do Meio-Oeste. A previsão da NOAA aponta para alguma melhora em áreas das Planícies Centrais e do Sul, bem como em grande parte do sudoeste do país. Espera-se que junho registre temperaturas acima da média no oeste e no norte dos Estados Unidos, acrescentou a agência. As condições climáticas dos próximos meses vêm atraindo crescente atenção, já que várias cidades sediarão partidas da Copa do Mundo de Futebol, algumas delas em estádios sem cobertura e sem ar-condicionado. Um relatório recente de cientistas alertou que o “calor extremo” poderá afetar cerca de um quarto das partidas, incluindo a final em Nova Jersey. Em escala global, os 11 anos mais quentes já registrados ocorreram desde 2015, e a agência meteorológica da ONU afirmou recentemente que essa tendência provavelmente continuará, com um novo recorde de calor antes de 2031. Também se prevê que um padrão climático associado ao El Niño persista até o fim de 2026, aumentando a probabilidade de novos recordes de temperatura.
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