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Câmara reúne distritais para tentar combater racha | Collector
Câmara reúne distritais para tentar combater racha

Câmara reúne distritais para tentar combater racha

Reunião marcada para a tarde desta terça-feira, 9, na Câmara Legislativa deverá examinar a extensão e as consequências do racha ocorrido no MDB brasiliense. Se a guerra permanecer aquecida como nos últimos três dias, pode até afetar o equilíbrio de forças na Casa. Afinal, a oposição tem entre seis e oito votos, dependendo do tema, enquanto o governo costumava garantir até 14 parlamentares em sua base. Se quatro votos mudarem de lado — os emedebistas rebeldes são pelo menos três — o cenário político pode sofrer alterações significativas. A complicação maior é que não há qualquer afinidade política entre os dissidentes do MDB e a oposição de esquerda, formada principalmente por PT e PSOL. A governadora Celina Leão acredita que o confronto não interessa a nenhum dos lados e muito menos ao governo, que está concentrado no ajuste das contas públicas. Durante encontro com empresários, ela saiu em defesa do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, afirmando que ele é “alguém que honra o seu mandato, que tem o respeito da sua categoria, que é a Polícia Civil, e dos deputados distritais”. Wellington manteve o apoio à governadora e levou o tema para discussão interna. Formalmente, o encontro desta terça-feira será do Colégio de Líderes, mas a participação é aberta aos demais parlamentares. O MDB nacional, que inicialmente demonstrou apoio aos dissidentes, passou a adotar tom mais conciliador. O presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, afirmou que pretende pacificar a seção brasiliense e designou o líder Isnaldo Bulhões como mediador do processo. Oposição aproveita a oportunidade Enquanto a crise interna do MDB gera turbulência na base governista, os grupos de oposição tentam ampliar o desgaste político do governo. Isso vale tanto para os apoiadores da candidatura de Leandro Grass, pela federação PT-PV-PCdoB, quanto para os aliados de Ricardo Cappelli, do PSB. As duas correntes têm explorado o caso envolvendo o Banco Master e o BRB como principal eixo de críticas ao governo. O deputado Rodrigo Rollemberg, apoiador de Cappelli, tem utilizado a tribuna da Câmara para cobrar punições aos envolvidos na operação entre as duas instituições financeiras. Já Leandro Grass afirmou que “Vorcaro está enrolando a Justiça e, enquanto isso, o BRB segue com um rombo bilionário e a população do DF ameaçada por um ajuste fiscal sem precedentes na história”. Para o candidato petista, o conflito entre MDB e Buriti vai além de divergências políticas. “É negócio e dinheiro”, declarou. Apesar disso, o confronto entre os grupos ligados a Ibaneis Rocha e Celina Leão dificulta atribuir responsabilidades exclusivamente a um dos lados. Diante desse cenário, a estratégia da oposição tem sido concentrar as críticas no episódio Master-BRB, sem distinguir os diferentes atores envolvidos. Como resumiu Grass: “seguiremos lutando para salvar nosso banco e preservar os empregos das pessoas honestas que o mantém de pé”.

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