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Empresa americana de terras-raras busca apoio dos EUA para replicar no Chile negócio que tem no Brasil | Collector
Empresa americana de terras-raras busca apoio dos EUA para replicar no Chile negócio que tem no Brasil

Empresa americana de terras-raras busca apoio dos EUA para replicar no Chile negócio que tem no Brasil

A Aclara Resources, empresa americana que pretende construir a primeira mina de terras raras do Chile, está em negociações com a Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), enquanto o governo Donald Trump busca reduzir a influência da China sobre os minerais críticos. A empresa busca replicar no Chile um acordo inicial de US$ 5 milhões (cerca de R$ 27,8 milhões) firmado com a DFC para seu projeto no Brasil. A Aclara recebeu uma resposta inicial positiva da instituição americana após mudanças recentes nas regras ampliarem a elegibilidade para financiamento em países de renda mais alta, como o Chile, afirmou o diretor-presidente Ramon Barua em entrevista hoje. BID calcula: Reservas brasileiras de terras-raras equivalem a quase duas vezes o PIB nacional O que são terras-raras? Entenda como é a extração desses minerais e por que se tornaram tão cobiçados no mundo — Nós propusemos isso — disse o executivo. — Conceitualmente, acredito que eles gostaram. A diretora de política da DFC, Caroline Vik, reuniu-se na semana passada com autoridades do governo e representantes do setor privado em Santiago, incluindo um encontro de uma federação empresarial do qual participaram representantes da Aclara. A visita ocorreu após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Chile sobre minerais críticos, em abril. A Aclara, parcialmente controlada pelo Hochschild Group e pela CAP SA, está avançando em uma estratégia de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,34 bilhões) para conectar minas de minerais críticos na América Latina à capacidade de processamento nos Estados Unidos. Disputadas no mundo: Terras-raras mobilizam R$ 11,5 bi em 8 projetos que vão explorar um terço da reserva do país até 2029 No Brasil, a empresa tem um dos projetos em andamento no país. Ainda está em fase de exploração, mas prevê investimentos da ordem de US$ 680 bilhões e início da produção em 2028. Além das conversas com a DFC, as negociações com potenciais compradores de ímãs produzidos com terras raras se aceleraram à medida que a companhia se aproxima da obtenção das aprovações necessárias. Montadoras dos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia do Sul estão entre os potenciais compradores da futura produção. No Chile, a empresa pretende iniciar a extração de terras raras pesadas de um depósito de argila em 2028, dependendo da obtenção de licenças, financiamento e contratos com clientes. Nesta segunda-feira, os reguladores chilenos concederam a aprovação ambiental final para o projeto, disse Barua. No Brasil, a DFC apoiou o projeto durante a fase de estudo de viabilidade em troca de uma opção para investir futuramente no empreendimento. Um acordo semelhante "pode ser replicado" no Chile, afirmou o executivo. A DFC recusou-se a comentar projetos específicos que possam ou não estar em sua carteira de análise, citando questões de sensibilidade comercial.

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