Jornal O Globo
O pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918) e o arquiteto catalão Antoni Gaudí (1852-1926) jamais se encontraram ao longo da vida, mas suas obras, sim. E, uma vez reunidas na exposição imersiva “Klimt e Gaudí: O impossível existe”, somaram um magnetismo capaz de atrair mais de cinco milhões de visitantes em cidades como Paris, Nova York e Seul. Audiência que ganha, a partir de quarta-feira, o incremento do público carioca com a chegada da exibição ao Rio Design Barra. Em cartaz na cidade bem no meio do “Ano Gaudí”, que celebra os 100 anos do legado do arquiteto, a mostra ocupa um pavilhão de 1.500 m², cujas paredes e pisos são tomados por projeções que esmiúçam as criações dos dois gênios. “Gaudí enxergava a arquitetura como um organismo vivo, em diálogo com a natureza, a luz e o corpo humano, enquanto Klimt transformava sensualidade e emoção em arte”, afirma Davi Telles, diretor executivo da Lightland Produções, uma das responsáveis pela exibição no Brasil. “Existe algo muito carioca e brasileiro nessa mistura entre organicidade, luz, e beleza sensorial, e é justamente essa experiência imersiva que consegue surpreender até quem já conhece a obra dos dois artistas.” Diálogo entre Klimt e Gaudí explora detalhes nas criações desse dois gênios Divulgação A montagem pode ser visitada de terça a domingo, com ingressos entre R$ 45 e R$ 130, e traz, ainda, um percurso por ambientes cenográficos como um foyer “gaudiniano” e pontos inspirados na art nouveau de Klimt, onde o público pode tirar fotos. “Nossa curadoria foi pensada para proporcionar uma nova perspectiva sobre os grandes mestres da História da Arte”, diz Grégoire Monnier, diretor do Culturespaces Studio, que levou a exposição à Europa e à Ásia. “Não se trata apenas de exibir as obras completas dos artistas, mas de mostrá-los ganhar vida através da música, com ainda mais profundidade e emoção.”
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