Revista Oeste
O setor aéreo brasileiro enfrenta novos desafios em meio ao aumento dos custos do combustível, em razão da guerra no Irã. Diante desse cenário, a Azul avalia a necessidade de realizar cortes adicionais em sua malha de voos, para preservar a saúde financeira da empresa e adequar a operação à demanda reduzida. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, relatou que, assim como outras grandes companhias aéreas, a empresa acompanha de perto os desdobramentos do conflito e ajusta a oferta de voos para enfrentar o cenário de incerteza. Ele afirmou que, caso a situação persista, a Azul irá aprofundar os ajustes já implementados para conter o impacto dos custos elevados. “Quando fizemos os cortes iniciais, pensávamos que a guerra já teria terminado", explicou Rodgerson, em entrevista à agência de notícias Reuters. "Mas ela continua, então vamos seguir reduzindo algumas frequências quando houver oportunidade, para garantir que estamos operando apenas os voos que fazem sentido.” Azul foca em ajustes operacionais e proteção dos hubs https://www.youtube.com/watch?v=2efZTIyCz0c Até o momento, a maior parte das mudanças se concentrou nas rotas internacionais. A companhia, entretanto, deverá priorizar agora a diminuição da frequência de voos domésticos, sem necessariamente abandonar cidades atendidas. O CEO usou como exemplo rotas com vários horários diários, que podem sofrer ajustes para alinhar a oferta ao novo patamar de custos. Rodgerson reforçou que a intenção é manter a importância dos principais centros de conexão da Azul em Campinas (SP), Belo Horizonte e Recife. “Você voa para Curitiba seis vezes por dia?", indagou o executivo, já com a resposta: "Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro.” Leia mais: "Um carro a cada 40 segundos" , reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 325 da Revista Oeste Rodgerson sugeriu que ainda não descartou a suspensão de destinos, mas a prioridade será reduzir a utilização das aeronaves e reavaliar a oferta. “Você não vai querer utilizar uma aeronave 13 ou 14 horas por dia quando o preço do combustível dobrar”, explicou. Conflito no Irã e impactos globais O Estreito de Ormuz é um local estratégico para a região | Foto: Reprodução/Redes sociais O conflito no Irã, envolvendo Estados Unidos e Israel, acirrou a volatilidade do mercado internacional de petróleo, já que o país é estratégico para a produção e exportação da commodity . Preocupações com a segurança do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, aumentam a tensão e puxam os preços para cima. Como gasolina, diesel e querosene de aviação são derivados do petróleo, aumentos na cotação internacional têm reflexos diretos nos preços internos. Apesar de o Brasil ser produtor relevante, o mercado nacional também sente o impacto das variações globais. Leia também: "O desafio a Trump" , artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 325 da Revista Oeste Além do transporte aéreo, a elevação dos combustíveis traz consequências para a logística de vários setores econômicos e influencia custos de produtos e serviços em todo o país. O post Azul avalia novos cortes em voos por aumento dos custos do combustível apareceu primeiro em Revista Oeste .
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