Jornal O Globo
O Tribunal Revolucionário de Teerã, no Irã, manteve a sentença de um ano de prisão contra o diretor Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro e indicado ao Oscar pelo trabalho em "Foi apenas um acidente". Ele recorrida de condenação à revelia em dezembro, sob a acusação de se envolver em atividades de propaganda contra o regime iraniano. À época, o cineasta estava fora do país participando da divulgação internacional do longa. Mesmo condenado, ele retornou ao Irã após a cerimônia do Oscar. Nas bilheterias: 'Super Mario Galaxy' é o primeiro filme de 2026 a superar a marca de US$ 1 bilhão O Maior Encontro do Samba: Veja como foi o primeiro show da turnê de Zeca, Alcione e Jorge Aragão A informação foi confirmada por Mostafa Nili, advogado de Panahi, durante uma coletiva de imprensa em Teerã, neste domingo, de acordo com o jornalista independente de cinema Mansour Jahani e outras fontes da revista Variety. A decisão não leva Panahi imediatamente à prisão. Segundo o advogado, essa sentença pode agora ser contestada no Tribunal de Apelações da Província de Teerã dentro de vinte dias. Panahi sofre há anos com a perseguição por parte do governo iraniano. Em 2010, foi proibido de fazer filmes, falar com a imprensa e viajar, mas continuou a produzir longas clandestinamente. Em 2022, Panahi foi preso em conexão com protestos de um grupo de cineastas. Ele foi libertado cerca de sete meses depois. O diretor ter seu banimento suspenso em 2023. Dois anos depois, foi autorizado pelo governo do Irã a viajar para o Festival de Cannes, onde foi premiado por "Foi apenas um acidente", um filme com grande carga política que retrata cinco iranianos que confrontam um homem que eles acreditam tê-los torturado na prisão, uma história inspirada na própria experiência de Panahi atrás das grades.
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