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Novo estudo revela que beber suco de tomate e soja diariamente pode ajudar a reduzir a inflamação crônica | Collector
Novo estudo revela que beber suco de tomate e soja diariamente pode ajudar a reduzir a inflamação crônica
Jornal O Globo

Novo estudo revela que beber suco de tomate e soja diariamente pode ajudar a reduzir a inflamação crônica

A escolha rotineira de beber suco de tomate e soja pode ser um potente aliado na melhora da inflamação, como mostra um novo estudo. A bebida apresenta licopeno, responsável pela cor vermelha do tomate, e isoflavonas, presentes na soja, duas substâncias anteriormente ligadas a propriedades protetoras. Os participantes, que apresentavam obesidade e idades entre 30 e 60 anos, seguiram uma dieta com baixo teor de licopeno e compostos de soja por duas semanas. Em seguida, foram aleatoriamente designados para beber o suco de tomate e soja ou um suco controle feito com uma variedade de tomate de polpa amarela, praticamente sem pigmentos vermelhos e sem soja. Eles, então, beberam o suco designado diariamente durante quatro semanas. Depois passaram por uma pausa e, em seguida, trocaram para o outro suco por mais quatro semanas. Os participantes que receberam o suco de tomate e soja ingeriram 54 mg de licopeno e quase 190 mg de isoflavonas de soja por dia. A equipe ressaltou que se tratava de um suco de tomate processado, enriquecido com extrato de isoflavonas de soja. Além disso, explicaram que os participantes não foram obrigados a consumir alimentos específicos juntamente com o suco. Nesse sentido, após a realização de exames de sangue, foi observado pelos pesquisadores que três proteínas, IL-5, IL-12p70 e GM-CSF, associadas à inflamação do corpo, diminuíram significativamente no grupo que bebeu suco de tomate e soja. A IL-5, por exemplo, é encontrada na inflamação associada à asma e apresenta níveis mais elevados em pessoas com obesidade. O GM-CSF tem sido relacionado a doenças inflamatórias pulmonares em pesquisas sobre obesidade. Já a IL-12p70 pode desencadear uma série de outros sinais inflamatórios. Um estudo maior, com um grupo mais diversificado e controles dietéticos mais rigorosos, seria necessário para se chegar a conclusões definitivas sobre quem se beneficia e em que medida. O trabalho foi publicado na revista científica Molecular Nutrition & Food Research.

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