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Nova sede do Itaú Cultural será projetada pelo Estúdio Módulo, escritório responsável pelo Centro Cultural Rio-África | Collector
Nova sede do Itaú Cultural será projetada pelo Estúdio Módulo, escritório responsável pelo Centro Cultural Rio-África

Nova sede do Itaú Cultural será projetada pelo Estúdio Módulo, escritório responsável pelo Centro Cultural Rio-África

O Estúdio Módulo, responsável pelo projeto do Centro Cultural Rio-África, que está sendo erguido pela Prefeitura do Rio na região portuária da cidade, vai assinar a nova sede do Itaú Cultural, na Avenida Paulista. O anúncio ocorreu na manhã desta segunda-feira (8), em coletiva de imprensa na atual sede da instituição, também na Avenida Paulista. O escritório capitaneado por Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni venceu cinco concorrentes: Bernardes Arquitetura, FGMF Arquitetos, Libeskindllovet Arquitetos, SPBR Arquitetos e Studio MK27. Pinakotheke Cultural: Exposição aposta em conceito ampliado de surrealismo para celebrar um século do movimento 'Nada era careta': Como Marília Carneiro revolucionou figurino das novelas e criou hits copiados nas ruas Os seis escritórios foram convidados pelo Itaú Cultural a apresentar projetos. O vencedor foi escolhido por uma comissão formada por Alfredo Setubal, presidente do Conselho Curador da Fundação Itaú e da Itaúsa; Rodolfo Villela, vice-presidente da Itaúsa; Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú; Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural; o arquiteto Jaime Cupertino; Elizabeth Machado, presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); e Heitor Martins, presidente do Masp. A nova sede do Itaú Cultural deve ser aberta ao público em 2031 e ocupará um terreno de 1.263 metros quadrados na esquina da Paulista com a Rua Pamplona, ao lado do prédio da Fiesp, projeto de Rino Levi (1901-1965) que se tornou um dos edifícios mais emblemáticos da avenida graças a seu formato piramidal e inspiração brutalista. O terreno da nova sede custou R$ 49 milhões e o orçamento para a construção ainda não está fechado. A obra será custeada com recursos próprios da Fundação Itaú, sem recorrer a incentivos fiscais de leis de fomento cultural. Projeto da nova sede do Itaú Cultural, na Avenida Paulista Divulgação O projeto prevê 19 pavimentos, sendo 11 acima do solo e oito subterrâneos. O térreo aberto será revestido com pedras portuguesas para remeter a praças e também às antigas calçadas da Avenida Paulista. Ripas pintadas de branco serão espalhadas pela superfície de vidro para dar aos passantes a impressão de que há inúmeras frestas na fachada, através das quais será possível ver as cores internas do edifício (tons terrosos, em referência à arte popular). Segundo o arquiteto Marcus Vinicius Damon, tanto o térreo aberto como os terraços entre os andares, as janelas amplas e os recortes na fechada denunciam “o desejo do edifício de se relacionar de maneira franca com a cidade”. Concebido como um centro cultural vertical, o edifício contará com galerias de exposição, um teatro (428 lugares) e um auditório (104 lugares) no subsolo, estúdios multimídia, espaços educativos, loja e restaurante-café. A nova sede vai abrigar a programação do Itaú Cultural. Um piso será dedicado exclusivamente à série “Ocupação”, que homenageia personalidades fundamentais da cultura brasileira e se firmou como um dos pilares do programa da instituição. Outros três pavimentos serão reservados à coleção Brasiliana Itaú. Exposições temporárias serão alocadas em dois andares com pé-direito de seis metros. Ao todo, os espaços expositivos somam 2,6 mil metros quadrados. No ano que vem, o Itaú Cultural completa 40 anos. A sede atual da instituição, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Leôncio de Carvalho, foi projetada por Ernest Mange (1922-2005) e inaugurada em 1995, como centro de pesquisa. O espaço passou a receber exposições no início dos anos 2000. Segundo Alfredo Setubal, o prédio não atende mais as necessidades de um centro cultural, que, em 2025, recebeu 500 mil visitantes. O novo edifício, diz ele, “reforça a nova vocação da Avenida Paulista”, onde há mais de uma dezena de instituições culturais, como o Masp, a Casa das Rodas e o Instituto Moreira Salles. — A Avenida Paulista já teve várias vocações. Foi o endereço dos palacetes dos barões do café e dos industriais sírio-libaneses. Depois, se tornou um centro financeiro importante. Hoje, é símbolo da cidade e conhecida por abrigar grandes centros culturais e museus. É sua nova vocação — afirmou. Setubal disse ainda que a Fundação Itaú não descarta comprar terrenos vizinhos à nova sede para expandi-la no futuro. Ainda não se sabe qual será o destino do atual prédio do Itaú Cultural quando o novo for inaugurado.

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