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Polícia encontra mineradora de criptomoedas em área do TCP na Maré | Collector
Polícia encontra mineradora de criptomoedas em área do TCP na Maré

Polícia encontra mineradora de criptomoedas em área do TCP na Maré

A Polícia Civil encontrou uma estrutura de mineração de criptomoedas durante a Operação Trinus, realizada nesta quarta- feira contra o Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. O equipamento estava instalado na Vila do João, uma das comunidades dominadas pela facção. Há duas semanas, uma operação encontrou uma “fazenda de mineração” no Complexo do Lins, também na Zona Norte. A estrutura funcionava nos fundos de um mercado usado como fachada e contava com dezenas de máquinas de alto processamento conectadas irregularmente à rede elétrica. A região é dominada pelo Comando Vermelho (CV). Operação na Maré: 56 mandados de prisão; investigação liga Baile da Disney a esquema do TCP 'Mineração' do CV: Polícia encontra fazenda de prospecção de criptomoedas no Complexo do Lins No local, os agentes encontraram um grande aparato tecnológico utilizado pelos criminosos, com diversos computadores. Esta é a segunda mineradora de criptomoedas descoberta em favelas do Rio de Janeiro em menos de um mês. De acordo com o delegado Tiago Dorigo, da 21ª DP (Bonsucesso), a descoberta não surpreende os investigadores. Segundo ele, as facções criminosas estão constantemente em busca de novas formas de obter lucro e costumam abrir espaço para especialistas atuarem sob sua proteção. — Essas quadrilhas estão sempre buscando novas formas de auferir lucros. Tudo que é novidade e que der dinheiro, não importa se na legalidade, eles vão praticar ou abrir espaço para que pessoas especializadas usufruam da proteção para praticar o crime — afirmou o delegado. O delegado destacou ainda que a mineração de criptomoedas representa mais uma atividade econômica explorada pelos grupos criminosos dentro dos territórios sob seu domínio, servindo não apenas para obtenção de lucro, mas também para ocultação de bens oriundos de atividades ilícitas. Segundo Dorigo, o alto consumo de energia exigido por esse tipo de operação ajuda a explicar a escolha das comunidades para a instalação das estruturas. — Uma mineradora tem um consumo muito excessivo de energia elétrica, o que facilmente seria detectado se não fosse dentro da comunidade. Esse consumo chamaria a atenção da concessionária. Dentro da comunidade há muito mais dificuldade de fiscalização — disse. Ainda segundo o delegado, criminosos de diferentes áreas vêm migrando suas atividades para regiões controladas por facções devido às dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança para realizar incursões e operações de grande porte nesses locais. — Se tornou seguro se instalar dentro dessas comunidades e abrir um escritório do crime. Os mais variados tipos de golpistas e estelionatários saíram do centro da cidade e abriram escritórios em comunidades porque sabem da dificuldade que a polícia tem para localizar e realizar operações — afirmou o delegado. De acordo com Dorigo, os criminosos pagam uma espécie de “aluguel” às facções para atuar nesses territórios. O modelo inclui desde grupos envolvidos em golpes contra aposentados até quadrilhas especializadas em fraudes relacionadas à venda de veículos e portabilidade de salários. Até o momento, segundo a Polícia Civil, a operação também prendeu 20 suspeitos e recuperou 30 veículos roubados ou furtados.

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