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Em visita à Faria Lima, Renan diz que ainda 'tem que se provar' como candidato, mas é mais viável do que Caiado e Zema | Collector
Em visita à Faria Lima, Renan diz que ainda 'tem que se provar' como candidato, mas é mais viável do que Caiado e Zema

Em visita à Faria Lima, Renan diz que ainda 'tem que se provar' como candidato, mas é mais viável do que Caiado e Zema

Em conversa com investidores da Faria Lima, nesta quarta-feira, 10, o fundador do MBL e pré-candidato a presidente pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que tem “projeto sólido” para o país, mas ainda precisa “se provar” para ser respeitado como tal e tratar de alianças eleitorais a cerca de dois meses para o início oficial de campanha. — Eu tenho que me provar, porque todo mundo me tirava para otário no começo. Tenho que mostrar força para que as pessoas que duvidam de mim entendam que o projeto é sólido, que temos ideias boas e trabalhamos bem, que somos lideranças superiores. Aí eu me torno apto para ser ouvido. Porque eu não vou me dispor a conversar com alguém que não vai me respeitar numa conversa — disse em encontro organizado pela Genial Investimentos. Santos foi questionado sobre possíveis acordos com os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). A leitura entre alguns empresários é que ele demonstra força digital acima da média, com apelo significativo no eleitorado jovem, e uma composição com políticos mais experientes poderia fazer uma candidatura alternativa deslanchar nas pesquisas. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, mostra o presidente Lula (PT) com 39% das intenções de voto, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em tendência de queda após a descoberta de suas relações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Santos marca 3%, mesmo percentual de Caiado, e Zema tem 2%. Na visão de Santos, um aspecto que o torna mais viável do que a dupla de concorrentes é o seu desprendimento com o bolsonarismo e o chamado “Centrão”. O MBL, que ganhou notoriedade nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro, em 2018, mas depois rompeu com o ex-presidente. — Eu não concordo em passar pano para o Flávio Bolsonaro, eles concordam. Então eu vou ter que convencer por outros meios, e o principal deles é mostrar que eu sou mais viável do que eles. Se eles tiverem espírito público, vão sentar para conversar comigo e eu serei muito generoso na construção de um caminho comum, como foi no impeachment. Santos entende que o caminho eleitoral passa pela desconstrução de Flávio Bolsonaro, a quem acusa de ser ligado a facções criminosas e a milícias no Rio de Janeiro. Entre acenos liberais, como uma campanha abertamente voltada a ajustes fiscais impopulares que garanta “capital político” para encaminhar reformas como no governo Michel Temer (MDB), ele disse que pretende criar “contraste” com o filho de Bolsonaro nos debates, trazendo polêmicas à pauta. — O meu foco não é destruir o Flávio, mas ele me obriga a falar disso. Não tenho culpa de ele rachar o salário dos funcionários no gabinete para comprar casa em área de milícia, ou de ele andar com o Adriano da Nóbrega, que era matador de aluguel de bicheiro. O que eu tenho que deixar claro para vocês é que votar no Flávio é apoiar um prodígio ligado ao Comando Vermelho. Outros momentos, contudo, tocaram em pontos mais sensíveis ao público do mercado financeiro. Santos declarou ser favorável a políticas de privatização, mas contrário a fazer isso com a Petrobras pelo seu valor estratégico. Ele também mencionou o potencial brasileiro de liderar o "Sul Global", investindo em cadeias produtivas próprias, como em minerais raros, e afastando a política externa de "alinhamentos automáticos" com a China ou os Estados Unidos. Ao final do evento, em conversa com jornalistas, ele disse que pode angariar o voto antipetista e parte do eleitorado mais fiel de Flávio, a partir do momento em que ele aparecer em desvantagem contra Lula e o PT: — Isso vai obrigar essa pessoa a fazer uma escolha muito dura, que é abandonar certo afeto pela família Bolsonaro e procurar algo novo. Eu estou construindo esse caminho paralelo.

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