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Perda de memória, confusão mental e raciocínio lento? Veja alimentos que ajudam a manter a mente afiada
Jornal O Globo

Perda de memória, confusão mental e raciocínio lento? Veja alimentos que ajudam a manter a mente afiada

Sensação de "raciocínio lento", confusão, dificuldade de concentração, pensamento vago, confusão mental e problemas de comunicação são sintomas característicos de "confusão mental" e, segundo especialistas, podem resultar de situações temporárias como estresse e tensão. No entanto, quando esses sintomas persistem e se intensificam, podem indicar um transtorno cognitivo. Borrifar vinagre nas portas e janelas: Remédio caseiro para espantar insetos realmente funciona? Saiba como fazer corretamente Café: A partir de qual quantidade ele começa a afetar a sua saúde? Quando não detectadas e tratadas precocemente, as habilidades cognitivas começam a declinar, desencadeando um processo de perda de memória de curto e longo prazo. O verdadeiro dilema com os lapsos de memória é que seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como estresse, problemas de tireoide, depressão e diabetes, entre outras. Consequentemente, os pacientes ignoram os sinais de alerta, não procuram ajuda profissional e a condição piora. Estudos sugerem que os sintomas mencionados provavelmente estão associados à inflamação e ao fluxo sanguíneo no cérebro. Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Neuroscience conclui que a luteolina — um flavonoide antioxidante que protege os tecidos da inflamação — pode ajudar a reduzir a névoa mental, diminuindo a inflamação cerebral, limitando o estresse oxidativo, inibindo a atividade viral e retardando o declínio cognitivo. O artigo destaca que esse flavonoide pode ser essencial para melhorar a saúde cerebral e que é facilmente acessível, podendo ser encontrada em alimentos naturais como vegetais, nozes e certos chás de ervas. Segredo está na dieta equilibrada Ainda não existe um único alimento "milagroso" capaz de regenerar completamente o cérebro e prevenir o declínio cognitivo. Nesse sentido, profissionais de saúde frequentemente apontam que a melhor estratégia para combater o envelhecimento mental é seguir uma dieta saudável e variada. Segundo a nutricionista Mercedes Engemann, é verdade que a alimentação é um fator crucial que pode tanto melhorar quanto prejudicar a função cerebral. — Uma dieta desequilibrada, rica em gorduras saturadas e trans e pobre em vitaminas e minerais, produz radicais livres, moléculas instáveis ​​que, por vezes, se acumulam nas células e danificam outras moléculas, o que acentua o declínio cognitivo — enfatiza. Entenda: Qual o preço da 1ª semaglutida aprovada após o fim da patente? Tratamento começa a R$ 287 por mês A neurologista Lucia Zavala destaca que a alimentação não é simplesmente calorias que fornecem energia ao corpo, mas também informação, "instruções em tempo real que damos ao corpo, e isso é essencial para uma vida neurosaudável", complementa. Atualmente, as evidências científicas demonstram que os alimentos mais benéficos para o cérebro são — em sua maioria — os mesmos que ajudam a proteger outras partes do corpo, como o coração, os ossos, a pele e o sistema imunológico. Veja quais: Alimentos Fermentados Os alimentos fermentados podem oferecer diversos benefícios para o cérebro. Essa é a conclusão de uma revisão de 45 estudos intitulada "Explorando Alimentos Fermentados com Efeitos Benéficos no Cérebro e na Função Cognitiva". A revisão constatou que os alimentos fermentados podem proteger o cérebro, melhorando a memória e retardando o declínio cognitivo. Esses alimentos são obtidos por meio do processo de conversão de carboidratos em álcool ou ácidos. Esse processo de fermentação permite que os alimentos alterem seu sabor e também aumentem sua vida útil. Alguns exemplos incluem iogurte, queijo, pão, kombucha, kefir e vinagre. Existe consumo excessivo de suplemento? Compostos não são atalho para envelhecer com saúde, apontam especialistas; entenda A doutora Zavala confirma isso e acrescenta que os probióticos — microrganismos vivos que proporcionam benefícios à saúde quando consumidos — encontrados em alguns alimentos fermentados ajudam a melhorar a saúde cerebral, mas também a saúde digestiva. Folhas Verdes A nutricionista Mercedes Engemann afirma que "eles contêm antioxidantes e vitaminas lipossolúveis que protegem contra o declínio cognitivo": — Por exemplo, o brócolis tem uma alta concentração de vitamina K, que é um elemento fundamental para melhorar a concentração e a memória — especialmente em adultos mais velhos. Outro benefício é que são uma fonte de folato, uma forma natural de vitamina B9 importante na formação de glóbulos vermelhos. Pesquisas mostraram que a deficiência de folato pode estar na base de certas condições neurológicas; portanto, aumentar a quantidade dessa vitamina no organismo tem efeitos benéficos na função cognitiva e é um fator necessário para a produção de neurotransmissores. — Por serem ricos em antioxidantes, fibras e flavonoides, eles ativam mecanismos que reduzem o estresse oxidativo; portanto, reduzem a inflamação e a probabilidade de sofrer de problemas cognitivos como demência ou depressão — afirma Zavala. Cafeína Um estudo publicado no The Journal of Nutrition descobriu que participantes com maior ingestão diária de cafeína apresentaram melhor desempenho em testes de função mental. Como chegaram a essa conclusão? Os pesquisadores pediram a um grupo de participantes que estudassem uma série de imagens. Um grupo tomou um placebo, enquanto o outro tomou um comprimido de 200 miligramas de cafeína. Os resultados mostraram que o grupo que consumiu cafeína conseguiu identificar corretamente as imagens no dia seguinte, ao contrário do grupo que tomou o placebo. — Concordo que essas infusões podem melhorar o estado cognitivo e mental, pois são ricas em antioxidantes e flavonoides, impulsionando assim a função cognitiva e a memória — explica Engemann. Peixe Um relatório da Harvard Medical School revela que “peixes oleosos são fontes de ácidos graxos ômega-3, gorduras insaturadas saudáveis ​​que têm sido associadas a níveis sanguíneos mais baixos de beta-amiloide, a proteína que forma aglomerados prejudiciais no cérebro de pessoas com doença de Alzheimer”. O documento recomenda o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana. Quando questionada sobre quanto tempo se deve começar a incorporar peixe à dieta para ver resultados, Zavala afirma que quanto mais cedo o peixe for incorporado e quanto mais cedo a dieta for alterada, melhores serão os resultados. — Nunca é tarde para começar — enfatiza ela.

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