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Existem muitos guias prometendo revelar os segredos mais bem guardados da CDMX, e não é para menos: a cultura percorre a Cidade do México de norte a sul. É a segunda cidade com mais museus do mundo, tem um centro histórico cheio de prédios art nouveau, os melhores tacos al pastor e, de quebra, foi na sua famosa Casa Azul que nasceu Frida Kahlo. São ruas tão enigmáticas que renderam poemas a Octavio Paz e viraram o centro da ação de Amores Brutos, a obra-prima que deu a Alejandro González Iñárritu sua primeira indicação ao Oscar. Tem ainda outro motivo para a cidade estar no seu radar agora. Na quinta-feira (11.06), o Estádio Azteca recebe a partida de abertura da Copa do Mundo, entre México e África do Sul, e se torna o primeiro estádio da história a sediar três jogos inaugurais de Mundial, depois de 1970 e 1986. É a primeira Copa dividida entre três países, México, Estados Unidos e Canadá, com 48 seleções e 104 jogos até a final, em 19 de julho. A cerimônia de abertura, marcada para começar cerca de 90 minutos antes do apito inicial, reúne nomes da música latina como J Balvin, Maná, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs, Los Ángeles Azules e Tyla. Para quem desembarca na capital mexicana atrás de futebol, vale a dica: entre um jogo e outro sobra tempo para mergulhar na gastronomia, nas galerias e nos hotéis que colocam a cidade entre os destinos mais cosmopolitas da América Latina. As raízes culturais que vivem na gastronomia, nas galerias de arte e na hospitalidade, aquela bem mexicana que faz a gente se sentir em casa, transformam cada visita à "cidade dos palácios" em uma experiência para guardar. E uma nova onda de talento na cozinha, na arte e na moda se entrelaça com o patrimônio histórico, apontando para um futuro otimista e cosmopolita. Na Vogue, selecionamos as atrações que precisam estar no seu radar e os cantos menos óbvios que merecem ser descobertos por quem viaja em busca de experiências de luxo. Selecionar uma imagem Os melhores hotéis para se hospedar na Cidade do México Dado o tamanho da cidade, as opções de hospedagem são amplas. Se você decidir ficar em um Airbnb, procure bairros centrais como Polanco, Roma Norte ou Roma Sur, Condesa e Juárez. Para os hotéis, vale a mesma lógica. Abaixo, reunimos endereços com ótima localização e estrutura para você aproveitar a cidade como nunca. Four Seasons Mexico City Four Seasons Mexico City Divulgação No coração do Paseo de la Reforma fica este hotel de estilo colonial. O Four Seasons CDMX tem cinco estrelas e entrega tudo o que torna uma estadia inesquecível. As paredes rosadas abrigam o melhor da gastronomia e do design de interiores, com um atendimento que faz cada hóspede se sentir especial. Para fechar a noite, parar no bar Fifty Mills para tomar uma margarita virou ritual de visitantes do mundo inteiro. O hotel ainda oferece experiências exclusivas para conhecer pontos icônicos da cidade e dos arredores, como a Casa Luis Barragán ou um sobrevoo pela zona arqueológica de Teotihuacán. Sofitel Mexico City Reforma Sofitel Mexico City Reforma Divulgação Um Sofitel costuma ser garantia, e o Sofitel Mexico City Reforma não decepciona quem quer se embrenhar nessa metrópole eclética. Fica no Paseo de la Reforma, ideal para conhecer alguns dos endereços mais relevantes da cidade. Além do clássico luxo francês, o hotel reúne amenidades como uma piscina com vista, três restaurantes, dois bares e uma série de atividades. Casa Polanco Casa Polanco Divulgação O Casa Polanco propõe um luxo mais silencioso e pessoal no coração de Polanco. Instalado em uma mansão histórica de frente para o Parque Lincoln, o hotel-boutique tem apenas 19 quartos e suítes, combinando a intimidade de uma residência privada com o serviço refinado da hospitalidade contemporânea. Entre interiores serenos, arte, design e um atendimento bem personalizado, o endereço recupera uma ideia cada vez mais valorizada no luxo de hoje: a de se sentir de verdade em casa, só que em uma versão cuidadosamente curada da Cidade do México. Hotel Dama Hotel Dama Divulgação Para quem busca exclusividade e o tal do luxo discreto, com olhar para o caráter local e gosto tanto pelo descanso quanto pela experiência urbana, o Hotel Dama é uma das opções mais refinadas da Cidade do México. A localização coloca você no coração da Condesa, cercado de parques, arte e gastronomia de vanguarda, a poucos minutos dos grandes símbolos culturais da cidade. Os quartos misturam o clássico e o contemporâneo com elegância, e os espaços comuns, como terraço, biblioteca e restaurante, convidam tanto ao repouso quanto ao prazer. É ideal para casais, executivos criativos, amantes do design e gente acostumada ao conforto superior. Vale reservar com antecedência, pedir um quarto interno se você procura silêncio absoluto e usar o guia da casa para caminhar e descobrir as joias escondidas pela vizinhança. Hotel Oculto Hotel Oculto Divulgação Se o seu perfil é mais alternativo e antenado, a pedida é o Hotel Oculto, na rua Versalles, no coração da Colonia Juárez. O endereço fica atrás de uma porta disfarçada, em um prédio restaurado onde convivem a herança burguesa do século 20 e uma estética industrial contemporânea. Com 21 quartos, propõe uma experiência íntima e curada, com um olhar consciente sobre a cidade e a busca por beleza no cotidiano por meio do design, da arquitetura e de uma atmosfera serena. A localização conecta o hóspede direto à cena criativa de um dos bairros mais vibrantes da cidade, cheio de cafés, galerias e arquitetura eclética, num ponto ideal para explorar a CDMX por uma perspectiva local e autêntica. Os melhores restaurantes da Cidade do México A Cidade do México vive um grande momento gastronômico. O que começou há um par de décadas como uma aposta culinária para exaltar os ingredientes nativos do país virou um destino gastronômico por excelência. E não se engane: a cidade é muito mais do que tacos e as famosas tostadas de atum do Contramar. Entre os endereços que merecem destaque estão Contramar, San Ángel Inn, Carmela y Sal, Sanborns de los Azulejos, Rosetta, Pujol, Quintonil, Azul Histórico, Meroma (na Roma Norte), Zeru, Magda San Ángel e ESCA, entre muitos outros. Os melhores bares para tomar um drinque na Cidade do México Botánico, na Condesa Initial plugin text Gastronomia caprichada, ambiente imbatível e boa música. O Botánico tem tudo para começar uma sexta com os amigos entre bons pratos e terminar a noite no bar da casa. Fica em um casarão antigo da Condesa, todo reformado, e a recomendação é dividir alguns pratos no centro da mesa. Comece pelos mexilhões em molho de coco e capim-limão com batata frita, que são deliciosos; a versão da salada Caesar foge do óbvio; o pappardelle com ragu de rabada é obrigatório; e com um tiradito de peixe é impossível errar. Para acompanhar, três drinques infalíveis: a margarita de limão, a mezcalina de maracujá e o gim com pepino e cardamomo. Limantour Para abrir a noite, o Mr. Pink é um dos drinques que viraram assinatura do Limantour, o lugar certo para um bom dia regado a destilados em Polanco. Dá para curtir essa bebida refrescante de gim, toranja e limão com boa música ao fundo. Handshake Speakeasy Initial plugin text O premiado bartender holandês Eric Van Beek serve drinques sofisticados nesta joia art déco da Colonia Juárez. O interior é inspirado na era da Lei Seca americana, então, enquanto você viaja no tempo, dá para tomar um Negroni preparado com uma garrafa vintage de Campari. Fónico, na Roma Bora de coquetel. Para espairecer das pressões da semana em um lugar de bom ambiente, boa música e ótimos destilados. Aqui você encontra criações únicas, como uma margarita preta com carvão ativado e sal de hibisco, ou um soda de goiaba com hibisco e purê de goiaba. Se prefere algo sem álcool, há águas frescas, uma versão clássica de horchata e outra de cacau vermelho, para provar algo fora do convencional. Tokyo Music Bar Initial plugin text A espinha dorsal deste endereço é, naturalmente, o balcão, e é sobre ele que a mágica acontece. As mãos experientes dos bartenders servem ótimos martínis enquanto os vinis transformam o bar, que parece de outra época, em um ambiente imbatível, na Cuauhtémoc. Hanky Panky Este é um speakeasy: mesmo ficando em algum ponto da Juárez, o endereço exato só é revelado por telefone. A casa empresta o nome do coquetel criado por Ada Coleman nos anos 1930, o "Hanky Panky", e tem um charme de exclusividade bem particular. Para ir em grupo ou quebrar o gelo em um primeiro encontro, é onde você quer estar. As melhores atrações na Cidade do México A Cidade do México oferece uma enorme variedade de programas para a sua visita ou para um fim de semana. Estas são as melhores coisas para fazer na CDMX: Os monumentos históricos mais importantes da CDMX Monumento à Independência, na Cidade do México Getty Images Anjo da Independência. A vitória alada, mais conhecida como "El Ángel", é o símbolo da Cidade do México. Entre o Paseo de la Reforma e as ruas Río Tíber e Florencia, ela repousa sobre o Monumento à Independência, inaugurado pelo presidente Porfirio Díaz em 1910. É um dos pontos mais visitados por turistas do mundo inteiro em busca daquela foto para guardar. Antigo Palácio de Iturbide. Na rua Madero, no Centro Histórico, está o Antigo Palácio de Iturbide, construído entre 1779 e 1785. Desde 2004, o edifício barroco abriga o Palácio de Cultura Citibanamex, com a exposição permanente do Palácio de Iturbide, além de mostras temporárias, biblioteca, fototeca, oficinas e uma loja. Catedral Metropolitana. Visitar este templo católico no Centro Histórico é uma chance de testemunhar vários estilos arquitetônicos de uma vez só: o gótico, o barroco, o churrigueresco e o neoclássico moldaram os quase 250 anos da sua construção. Fiéis do mundo todo já passaram por ali, e o conjunto é Patrimônio da Humanidade desde 1987. Palácio de Belas Artes. Para celebrar o centenário da independência do México, o presidente Porfirio Díaz encomendou ao arquiteto italiano Adamo Boari um novo teatro nacional, em 1904. Mas a estrutura majestosa que conhecemos hoje só ficou pronta em 1934, ano em que foi batizada de Palácio de Belas Artes. No interior, estão obras-chave do muralismo mexicano, assinadas por Diego Rivera, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Rufino Tamayo. Castelo de Chapultepec. O castelo, que começou a ser erguido em 1785, foi palco de grandes acontecimentos: serviu de lar para vice-reis, de colégio militar, de residência imperial de Maximiliano e Carlota da Áustria e, em 1939, virou o Museu Nacional de História. O interior suntuoso, digno de reis, guarda as memórias que constroem a história do México, narrando entre corredores de quadros em preto e branco e grandes vitrais o caminho que vai da conquista de Tenochtitlán à Revolução Mexicana de 1910. Basílica de Santa María de Guadalupe. Em um país de maioria católica, a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe recebe milhões de visitantes por ano, vindos de várias partes do país e da América Latina. As trajineras de Xochimilco, no México. Molly Zaidman Xochimilco. Ao sul da cidade, os canais de Xochimilco mantêm viva a história pré-hispânica do lugar. Do náuatle, Xochimilco significa "campo de flores", e a região recebe turistas e moradores todos os anos em suas famosas trajineras, uma espécie de canoa coberta. Fica a cerca de 40 minutos do centro, e por ali também dá para visitar mercados tradicionais de artesanato e de flores. Os melhores museus da Cidade do México Retrato de Frida Kahlo no pátio da Casa Azul. Institution Archives of American Art, Florence Arquin Papers, 1923-1985. Cortesia: Editora Taschen Museu Frida Kahlo. As paredes desta Casa Azul viram nascer e partir a alma da atormentada pintora Frida Kahlo. O grande casarão da família, em Coyoacán, era o refúgio da artista mexicana e, quatro anos após a sua morte, virou centro cultural. O percurso permite um olhar mais profundo sobre a vida doméstica de Frida, seu ateliê e seus objetos mais queridos. Museu Soumaya. Dentro deste edifício prateado de linhas vanguardistas, que lembram as esculturas de Rodin, a Fundação Carlos Slim abriu uma nova sede do Museu Soumaya em 2011. O projeto promove arte e cultura de forma gratuita, com mostras permanentes, temporárias e itinerantes. Foi desenhado pelo arquiteto Fernando Romero, com consultoria de Ove Arup e Frank Gehry, e nas paredes penduram obras de nomes como Matisse, Rufino Tamayo, Diego Rivera, Cézanne e Renoir, além, claro, das esculturas de Auguste Rodin. Museu Jumex. Divulgação Museu Jumex. Casa de exposições de arte contemporânea, o Museu Jumex já recebeu trabalhos de artistas como Jeff Koons, Marcel Duchamp e James Turrell, para citar alguns. É uma visita imperdível na sua passagem pela Cidade do México. Museu Franz Mayer Divulgação Museu Franz Mayer. Outro endereço repleto de história para encontrar arte e design em mostras permanentes e temporárias é o Museu Franz Mayer, no Centro Histórico. O nome homenageia o filantropo e colecionador de origem alemã Franz Mayer. O prédio pertenceu à ordem de São João de Deus e funcionou como hospital até 1966. Totalmente restaurado, tem pátios encantadores ao ar livre, e o interior das salas, cheio de objetos decorativos, dialoga com elementos da estrutura original. As galerias de arte imperdíveis na Cidade do México A Cidade do México segue evoluindo como epicentro artístico e se firma como destino de inspiração para artistas e galeristas. A lista de galerias para visitar é extensa, e aqui vão algumas das imperdíveis. Joan Semmel, White Foot, 2018. Cortesia de Alexander Gray Associates, Nova York. Joan Semmel / Artists Rights Society (ARS), Nova York. Cortesia de Morán Morán. Morán Morán. Um espaço para se aproximar da arte contemporânea, fundado em Los Angeles em 2008. A galeria convida curadores e artistas a experimentar com liberdade, em formatos que desafiam as noções do tradicional e colocam o público frente a frente com as obras. Em 2021, abriu as portas em Polanco, onde já passaram nomes como a artista Joan Semmel. Kurimanzutto. O que começou como um projeto itinerante de arte contemporânea, criado em Nova York por Mónica Manzutto, José Kuri e Gabriel Orozco nos anos 1990, hoje vive em uma casa na colonia San Miguel Chapultepec. Sob a sua guarda estão 35 artistas nacionais e internacionais, mas o espaço não busca só a contemplação: também é um lugar aberto à crítica e à pesquisa. Um dos roteiros que você tem que fazer. José García, mx. Este é um projeto tão pessoal para o galerista José García Torres que leva o seu nome. Na colonia Santa María la Ribera, o espaço reúne artistas do porte de Simon Fujiwara, Nina Beier e Mario García Torres. OMR. Patricia Ortiz Monasterio e Jaime Riestra fundaram a OMR em 1983, e é um dos endereços mais inspiradores que existem. A casa dessa reconhecida galeria de arte contemporânea fica na colonia Roma, onde se encontram trabalhos de artistas emergentes e consagrados, além de obras de nomes históricos como Adolfo Riestra. Galería Hilario Galguera. Com a intenção de ser um espaço para a discussão da arte mexicana e internacional, a Galería Hilario Galguera entrou na cena da arte contemporânea em 2006. Estreou com uma exposição do britânico Damien Hirst e, de lá para cá, recebeu o trabalho de colegas como Bosco Sodi e Daniel Buren. Campeche. Fátima González e Alejandro Jassan uniram a paixão pela arte em 2020 para dar vida à Campeche, galeria de arte contemporânea instalada em um prédio art déco dos anos 1950, na Roma Sur. Entre as mostras recentes, recebeu o trabalho do artista Yeni Mao, com a exposição Yerba Mala, reunindo cerâmicas individuais e estruturas piramidais. Llano. A Llano é outra parada obrigatória se você procura uma plataforma que apoie artistas com produções nascidas de longas pesquisas. Fica na colonia Doctores. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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