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Thaila Ayala celebra primeira vilã em novela vertical e faz balanço dos 40 anos de vida e das duas décadas de carreira: 'A maturidade realmente é uma bênção' | Collector
Thaila Ayala celebra primeira vilã em novela vertical e faz balanço dos 40 anos de vida e das duas décadas de carreira: 'A maturidade realmente é uma bênção'

Thaila Ayala celebra primeira vilã em novela vertical e faz balanço dos 40 anos de vida e das duas décadas de carreira: 'A maturidade realmente é uma bênção'

Aos 40 anos, Thaila Ayala se prepara para estrear em um formato diferente na sua carreira. Ela fará a novela vertical "Nas profundezas do amor", do Globoplay. Na trama, ainda sem data de lançamento, a atriz dará vida a Zara, que considera “sua primeira vilãzona". Leia também: Carol Castro fala do papel em nova novela vertical do Globoplay e do diagnóstico de fibromialgia Entrevista: Duda Santos, protagonista de 'A Nobreza do Amor', abre coração sobre fama, careira e representatividade — Ela é maravilhosa e má de verdade: realmente uma vilã que nunca tinha feito. Foi isso que fez meus olhos brilharem quando o projeto chegou. Já tinha recebido outros convites. O que me fez declinar de outros projetos foi o roteiro mesmo. Quando parei para ler, a personagem não era algo que queria fazer naquele momento. Esta novela traz uma história de amor, claro, e vingança e drama. Tem tudo o que gostamos: briga em família e muita maldade — adianta. O ritmo de gravações, ela comenta, foi intenso devido ao formato dinâmico. A artista diz que o elenco fez apenas uma leitura prévia antes de partir para o estúdio: — Com a rapidez, não temos tanto tempo e oportunidades para mostrar múltiplas facetas. Do começo ao fim, a novela terá entre uma hora e uma hora e meia. Fiz o que pude na construção da personagem porque a gente não teve tempo de preparação. Tivemos uma leitura e fomos na fé — brinca, aos risos. Para dar conta da complexidade da personagem, a atriz diz que buscou suporte nas sessões de terapia. Thaila conversou com sua analista para entender como funciona a virada de chave psíquica que leva alguém a operar na maldade pura: — Ninguém é só uma coisa. Não acredito que a Zara seja apenas má, porém o público verá mais maldade do que qualquer outra coisa. Acredito muito que ela teve uma virada de chave: ela tem um passado de golpes, vem de uma família pobre, é muito alpinista, muito interesseira, muito ambiciosa, e há um momento em que realmente tem a virada psíquica mesmo ali da coisa. Falei, inclusive, com a minha psicóloga maravilhosa para entender o que era possível, o que acontece mesmo nessa mudança psíquica para essa maldade que ela virou. O amadurecimento na carreira caminha ao lado do pessoal. Thaila Ayala diz que enfrentou, neste último ano, uma maratona de autoconhecimento que incluiu seis retiros espirituais. Este mergulho interno, avalia, trouxe a segurança que faltava no início da profissão, quando migrou do mercado de modelos para a TV, aos 20 anos: — Passei na frente da portaria da Globo e pensei: "Nossa, que loucura, 20 anos desde 2006". Não foi nada elaborado, mas passou um filme na cabeça. Olhei e lembrei como era inexperiente. Eu era modelo, fui fazer um teste para a oficina de atores, passei e entrei em "Malhação". Comecei do zero. Tenho agonia de ver, pois era muito crua. Depois, estudei muito. O balanço destes 20 anos de carreira é a maturidade que a vida traz. E tem algo maravilhoso dos 40, porque não é tudo lindo: o hormônio cai, é um horror, você se acha jovem, mas o corpo não acompanha. Porém, a maturidade realmente é uma bênção. Fiz seis retiros de autoconhecimento diferentes, um mergulho profundo em quem sou. Cheguei aos 40 muito bem da cabeça, feliz e orgulhosa de mim. Embora mantenha as portas abertas para o mercado estrangeiro, onde fez projetos como “Pica-pau: o filme” (2017), Thaila diz que o seu foco está no Brasil, sobretudo atrás das câmeras. A atriz participou de cursos de roteiro, escreveu uma série de textos autorais e, agora, trabalha na captação de recursos para tirar do papel o primeiro curta-metragem como diretora. — Minha ida para os Estados Unidos nunca foi um sonho de carreira internacional, mas aconteceu. Me mudei para curtir a solteirice, pois tinha acabado de sair de um casamento. Fui estudar inglês também. Sigo com o meu agente lá. Ele me manda os testes de vez em quando, e faço o "tape" daqui e mando. Não é que eu esteja fechada para oportunidades fora do país, mas não é um projeto de vida. O meu desejo do momento é dirigir. Casada com Renato Góes, a artista conta que a engrenagem familiar funcionou de forma integrada para que as agendas profissionais não colidissem. O casal se organizou para que ela cuidasse dos filhos enquanto o ator encarava o ritmo intenso de gravações do remake de "Vale tudo" (2025). Neste ano, os papéis se inverteram: Thaila passou a se dividir entre os sets de filmagem da produção vertical e o longa-metragem independente "Sins of the silent farm", dirigido por Marcelo Galvão, enquanto Góes assumiu a retaguarda em casa. — Felizmente, não nos encontramos nos estúdios. O Renato estava em função das gravações de "Vale tudo", e eu estava um pouco mais tranquila. Neste ano, tive o filme com a novela, e ele estava 100% em casa, abraçando toda a função das crianças. O universo tem sido muito favorável neste tempo em que eles são tão pequenos e demandam muita atenção. Temos conseguido acolher a agenda um do outro. Os atores são casados há mais de seis anos e têm dois filhos: Francisco, 4 anos, e Tereza, 3 anos. A maternidade transformou profundamente a vida da atriz, que enxerga a rotina com os pequenos como um exercício diário de evolução. Ela reflete que, embora tenha realizado o desejo de gerá-los, considera expandir a família por meio da adoção: — Há uma Thaila antes e outra depois do nascimento deles. Nesta nova versão, existiu a urgência de deixar para trás um passado que não me serve mais. Acredito muito no espelho: com os filhos, nascem os grandes espelhos da vida. Todos os dias, eles jogam na minha cara o que preciso melhorar, curar e evoluir. Desde o momento em que eles chegaram, trabalho para que não recebam de mim e não reproduzam nada que não seja deles, para que encontrem uma mãe mais inteira. Sempre tive vontade de ser mãe pela adoção e achava, inclusive, que pudesse não gestar, mas que, talvez, fosse mãe pela adoção. É uma vontade que ainda tenho. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Esta dedicação à construção de uma infância mais presente e protegida para os filhos também reflete a visão crítica de Thaila sobre as estruturas de trabalho no Brasil. Criada em uma realidade em que o tempo em família era escasso devido às exigências do mercado, a atriz faz questão de usar a voz pública para se posicionar de forma contundente contra a jornada de trabalho 6x1: — Me posiciono desde sempre. Faz parte do nosso trabalho, sim. A escala 6x1 é insalubre, algo desumano. Basicamente, a minha família inteira sempre trabalhou neste regime. Esta jornada de trabalho traz consequências escalonáveis: do básico da saúde desta pessoa ao que reflete nos filhos, que não têm os pais presentes. Abre-se um leque de prejuízos sociais que o 6x1 gera. Demorou, mas chegou a discussão, porque não dá mais. Galerias Relacionadas Famosos transformaram o corpo depois dos 50 anos Initial plugin text SIGA A COLUNA NAS REDES× Thaila Ayala Reprodução/Instagram

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