China já negocia ampliar a compra de petróleo do Irã após EUA terem suspendido sanção
Jornal O Globo

China já negocia ampliar a compra de petróleo do Irã após EUA terem suspendido sanção

As refinarias estatais da China começaram a explorar a compra de mais petróleo bruto iraniano, depois que os Estados Unidos suspenderam as sanções contra petróleo do Irã, permitindo a venda de parte do óleo já carregado em navios-tanque, em um esforço para limitar a alta de preços causada pela guerra no Oriente Médio. Medidas de emergência: Agência internacional de energia recomenda home office e carona para enfrentar crise energética Alerta: Mundo pode enfrentar pior crise no setor em décadas por guerra no Oriente Médio, diz AIE Segundo fontes, representantes da Companhia Nacional de Petróleo do Irã e traders que atuam como intermediários também têm sondado discretamente potenciais compradores entre essas e outras refinarias asiáticas. Ainda há obstáculos, porém, incluindo a forma de lidar com pagamentos e transporte, além de riscos reputacionais que fazem os compradores hesitarem, afirmou Muyu Xu, analista sênior de petróleo bruto na Kpler Ltd., em Cingapura. — É improvável que os fluxos de petróleo iraniano mudem de forma significativa no curto prazo — disse ela. Initial plugin text O Irã já foi um fornecedor-chave para grandes importadores asiáticos, incluindo Coreia do Sul e Japão, antes do endurecimento das restrições dos EUA. A China é o comprador individual mais importante do petróleo de Teerã e fornece uma tábua de salvação financeira vital — mas os compradores tendem a ser refinarias privadas menores, com menor exposição aos mercados internacionais. Grandes estatais mantinham distância, receosas de serem envolvidas em sanções dos EUA. Guerra no Oriente Médio: Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico para o mundo? Entenda A Sinopec, maior refinaria da China, ainda evitaria o petróleo iraniano, afirmou o vice-presidente da empresa, Zhao Dong, em uma teleconferência de resultados em Hong Kong nesta segunda-feira. Além da disponibilidade limitada de cargas, a curta janela de entrega de um mês pode criar riscos legais quando a isenção dos EUA expirar, disse ele. A mais recente isenção do Tesouro dos EUA, que cobre o petróleo iraniano transportado por via marítima por um mês, segue medidas semelhantes para facilitar o acesso ao petróleo russo, enquanto a Casa Branca tenta aliviar um aperto na oferta e conter os preços globais. Embora a isenção amplie, em teoria, o grupo de compradores potenciais, novos participantes na China e em outros lugares afirmam que estão avaliando os mecanismos de qualquer compra em um momento em que outras restrições ao Irã — incluindo limites ao seu acesso ao sistema financeiro internacional — permanecem em vigor. Outro grande gargalo é o acesso a transporte marítimo em conformidade, capaz e disposto a movimentar o petróleo iraniano. No Brasil: Restrições de diesel já afetam serviços públicos no Rio Grande do Sul Armadores com trânsito internacional, novos no comércio de petróleo bruto iraniano, aguardam mais detalhes e expressaram preocupação de que possam estar se expondo a riscos ocultos de sanções ao lidar com intermediários envolvidos no comércio clandestino, segundo Karnan Thirupathy, sócio do escritório Kennedys Law LLP e especialista em sanções. — Há muita incerteza em relação ao comércio e também sobre o que acontecerá após 19 de abril caso a transação não seja concluída — disse Thirupathy. Até mesmo intermediários experientes no comércio de petróleo sancionado estão analisando as letras miúdas para entender o que é permitido e evitar penalidades futuras, disseram duas das pessoas. Sem clareza sobre detalhes-chave, é improvável que os compradores desses volumes transportados por via marítima mudem, acrescentaram. Enquanto isso, porém, o preço do petróleo iraniano vendido à China já subiu. O Iranian Light foi ofertado com um pequeno prêmio em relação ao ICE Brent, à medida que fornecedores testavam o apetite por cargas, segundo traders ativos no mercado. Isso se compara a descontos de mais de US$ 10 por barril no mês passado. Initial plugin text

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