Pai de Henry chora enquanto réus comemoram decisão: Monique deixa a prisão após adiamento do júri e defesa de Jairinho alcança objetivo
Jornal O Globo

Pai de Henry chora enquanto réus comemoram decisão: Monique deixa a prisão após adiamento do júri e defesa de Jairinho alcança objetivo

A decisão que adiou o julgamento pela morte do menino Henry Borel , crime que chocou o Brasil, provocou reações de comemoração entre os réus e seus familiares no plenário do Tribunal de Justiça do Rio nesta segunda-feira. Ao ouvir a leitura da juíza Elizabeth Louro determinando o relaxamento de sua prisão, Monique Medeiros chorou, abraçou seus advogados, fez o sinal da cruz e levantou as mãos para o céu. A juíza entendeu que manter a prisão configuraria “constrangimento ilegal”, já que o adiamento ocorreu por uma situação à qual Monique não deu causa. Em contraste com as reações de comemoração dos réus, Leniel Borel, pai do menino, caiu em prantos, inconformado com o adiamento. Mãe e ré: Monique veste camisa com foto de Henry na abertura do júri e inscrição: 'Testemunha do amor entre mãe e filho' Caso Henry: defesa de Jairinho tenta anular laudos de necrópsia e denuncia médico legista à Corregedoria e CRM Na plateia, parentes da acusada usavam camisas com a inscrição “Monique é inocente”. Houve gritos e choro após a decisão. Na saída do tribunal, os familiares não quiseram dar entrevistas. Já o ex-vereador Dr. Jairinho, que teve a prisão mantida, abraçou uma de suas advogadas após o anúncio do adiamento — medida defendida por sua equipe desde o início da sessão. Nos dias que antecederam o julgamento, a defesa do padrasto de Henry chegou a apresentar recursos para tentar adiar o júri ou transferi-lo da comarca do Rio. A sessão desta quarta-feira foi interrompida depois que os advogados de Jairinho anunciaram que deixariam o plenário, o que levou a juíza a adiar o julgamento. Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio, após dar entrada em um hospital já sem vida e com marcas de agressões violentas. Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique é julgada por homicídio por omissão qualificado, além de tortura e coação. As acusações têm como agravante o fato de as agressões terem ocorrido em ambiente familiar e contra uma criança menor de 14 anos. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão para cada um. O julgamento foi interrompido pouco depois de começar, após os advogados de Jairinho anunciarem que abandonariam o plenário. A data de retomada ser dia 25 de maio. Na decisão, Elizabeth Louro apontou que a conduta da defesa indicava uma estratégia “premeditada” e classificou o ato como uma “interrupção indevida do curso processual”. A magistrada determinou que a OAB apure eventuais infrações ético-disciplinares dos cinco advogados presentes e também pediu que o Tribunal de Justiça do Rio avalie os custos gerados com a sessão, incluindo mobilização de policiais, servidores e estrutura. Ela ainda advertiu que, em caso de novo abandono, o julgamento será mantido na próxima data a ser designada, dentro de um prazo de até três meses, com a possibilidade de atuação de um defensor público para garantir a continuidade do júri. Initial plugin text

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