Jornal O Globo
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de lançar a campanha “Meu Livro, Meu Estilo”, que associa a leitura à expressão da personalidade individual, assim como o gosto musical e o jeito de se vestir. Segundo a entidade, a iniciativa faz parte de uma estratégia institucional de longo prazo e inclui a criação de um fundo patrimonial, abastecido com recursos privados, para garantir o financiamento contínuo de ações de estímulo à leitura e de difusão de autores brasileiros. Kamel Daoud: Atração da Flip, autor de romance sobre conflito na Argélia critica intelectualidade decolonial e relata perseguição Ao contrário de 'Hamnet': Pesquisa afirma que William Shakespeare não era um marido tão ruim quanto se acredita A campanha se organiza em três frentes: posicionar o livro como forma de expressão individual, apresentar dicas práticas para descomplicar o acesso à leitura, e inserir obras e autores nas conversas do dia a dia, aproximando a literatura de outras tendências culturais. O objetivo, informa a CBL, é ampliar a circulação simbólica do livro e levá-lo a ocupar os espaços onde se formam tendências e comportamentos contemporâneos. Não por acaso, o foco está nas redes sociais — TikTok, Instagram e Facebook — e a campanha contará com a participação de influenciadores, cujos nomes serão divulgados em breve. O perfil @meulivromeuestilo já está no ar. 'Lá é o tempo': Entre a trama policial e a fantasia, autora premiada investe em romance incômodo sobre um assassinato “Hoje, muita coisa vira desejo porque está nas redes, nas conversas, nas indicações. Queremos colocar o livro nesse lugar”, disse Sevani Matos, presidente da CBL, em nota enviada ao GLOBO. “Estamos estruturando algo que vai além de uma campanha. É um compromisso permanente da CBL com o livro, com os autores e com o fortalecimento do setor editorial brasileiro.” Desenvolvida pela agência AlmapBBDO, a iniciativa pretende dialogar tanto com leitores habituais quanto com quem ainda não incorporou a leitura ao cotidiano. “Queremos convidar o público a enxergar o livro como parte de uma identidade, de repertório e de estilo de vida”, afirma, também em nota, Christiane Estrela, da AlamapBBDO.
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