Justiça converte em preventivas as prisões de seis suspeitos de espancamento contra capivara na Zona Norte do Rio
Jornal O Globo

Justiça converte em preventivas as prisões de seis suspeitos de espancamento contra capivara na Zona Norte do Rio

Seis homens suspeitos de espancar uma capivara com barras de ferro e pedaços de madeira,  no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, que haviam sido presos em flagrante pela Polícia Civil,  tiveram as prisões convertidas em preventivas durante audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira, na Central de Custódia de Benfica. A agressão contra o animal foi filmada por câmeras  de segurança. O crime aconteceu, no último sábado, e contou ainda com a participação de dois adolescentes.  Violência e crueldade: preso por agredir capivara na Ilha do Governador é reconhecido em outro ataque a animal Violência: capivara agredida na Ilha passa bem, mas próximas horas serão decisivas; seis foram presos e dois adolescentes apreendidos  Por conta dos golpes, segundo laudo veterinário, a capivara  sofreu trauma de alta intensidade, suspeita de traumatismo craniano e lesão ocular grave no olho esquerdo. Em um trecho do despacho que converteu as prisões em flagrante em preventiva, o juiz Rafael de Almeida Rezende revelou que o animal foi agredido com crueldade extrema, tendo sido utilizado pelos agressores, inclusive, pedaços de madeira com pregos. " A pluralidade de agentes, o envolvimento de adolescentes no crime, o potencial lesivo dos instrumentos usados no crime (pedaços de madeira, alguns deles contendo pregos) e a diversidade de golpes desferidos, capazes de causar intenso sofrimento físico ao indefeso animal, aumentam a reprovabilidade da conduta dos custodiados. "  "...O animal foi muito ferido e sofreu diversos golpes na cabeça, chegando a rolar pelo meio-fio, enquanto os autores demonstravam comportamento de diversão", escreveu o magistrado em trechos de sua decisão. Capivara é agredida por oito homens na Zona Norte do Rio Com a conversão das prisões em preventivas, o pizzaiolo Wagner da Silva Bernardo, de 22 anos, os motoboys Matheus Henrique Teodosio, de 24,  Paulo Henrique Souza Santana, de 18, Pedro Eduardo Rodrigues, de 18, e os  entregadores José Renato Beserra da Silva, de 19, e  Isaias Melquíades Barros da Silva, de 26, permanecerão presos à disposição da Justiça. Já dois adolescentes, suspeitos de participação na sessão de espancamento contra o animal, tiveram as internações provisórias determinadas, neste domingo, pela Vara de Infância e da Adolescência da Capital. Capivara com marcas de ferimentos no rosto: animal está internado Reprodução Os seis maiores e os dois menores foram detidos por policiais da 37ªDP (Ilha do Governador) neste sábado, horas após crime. Na ocasião, o delegado Felipe Santoro apreendeu  cinco pedaços de madeira que teriam sido usados nas agressões contra a capivara. O delegado destacou: “Trata-se de um crime brutal, que choca a sociedade. Verificamos que o animal estava no local sem oferecer qualquer risco a terceiros, e ainda assim foi deliberadamente atacado. Os envolvidos aguardaram a presença do animal para praticar a agressão até a morte. Eram oito pessoas contra um animal completamente indefeso. É um ato de extrema crueldade contra um ser que não representava ameaça alguma, encontrando-se acuado e vulnerável.” Caso Henry: julgamento é adiado após abandono da defesa de Jairinho; Monique será solta Os maiores respondem pelos crimes de maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes responderão por atos infracionais análogos aos crimes de maus-tratos e associação criminosa. Segundo  comissão de defesa dos animais da Câmara de Vereadores do Rio, a capivara espancada é um macho e tem aproximadamente 6 anos. Internada em um  Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, que fica dentro de uma universidade particular, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste, o mamífero apresentou melhora no quadro de saúde, se alimentou bem e bebeu bastante água , mas, em função do traumatismo craniano, ainda corre risco de vida.  Caso Henry Borel: peritos acharam 23 lesões no corpo do menino, assassinado aos 4 anos —Lamentável. Infelizmente, se ela ficar cega, não poderá ser solta no meio ambiente. De acordo com os veterinários, a recomendação, em caso de cegueira, é leva-la para um parque cercado, para que na corra risco de atropelamento. As pessoas que cometeram esta barbaridade têm que ser punidas, para que não se repita-—disse o vereador Luiz Ramos Filho, da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio.

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