Caso Benício: polícia pede mais 45 dias para concluir investigação sobre morte de criança em hospital de Manaus
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Caso Benício: polícia pede mais 45 dias para concluir investigação sobre morte de criança em hospital de Manaus

Caso Benício: Perícia em celular revela negligência de médica A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça a prorrogação de 45 dias para finalizar o inquérito que apura a morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025 no Hospital Santa Júlia, na Zona Sul de Manaus. ➡️Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu. De acordo com informações apuradas pelo g1, na solicitação é apontado que ainda faltam etapas importantes para a conclusão das investigações, como o depoimento de testemunhas, laudos de exame necroscópico e a elaboração do relatório final. Confira os pedidos feitos ao Tribunal para a ampliação do prazo para concluir o inquérito: Depoimentos de testemunhas ainda pendentes. Juntada de laudos de exame necroscópico. Elaboração do relatório final. Médica Juliana Brasil é investigada no caso Benício. Reprodução Saiba mais Mãe de colega de escola de Benício relata sofrimento do filho após perda: 'Ele está incompleto' Cronologia do atendimento de Benício mostra sequência que levou à morte da criança Médica pagou por vídeo adulterado A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a médica Juliana Brasil Santos encomendou e pagou pela adulteração de um vídeo para tentar justificar o erro na prescrição de adrenalina durante o atendimento que resultou na morte de Benício. Segundo a investigação, o vídeo foi apresentado pela defesa da médica e sustentava a versão de que a prescrição teria sido resultado de uma falha no sistema do Hospital Santa Júlia. No entanto, perícias comprovaram que o conteúdo foi manipulado. Mensagens extraídas do celular de Juliana mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para que o material fosse produzido. Em áudios obtidos pela polícia, Juliana afirma que precisava de alguém para editar o vídeo e chega a dizer que “amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado”. Para os investigadores, a tentativa de fraude processual reforça a suspeita de dolo eventual no caso, que segue em apuração pelo 24º Distrito Policial. ➡️Confira o que se sabe sobre o caso Qual é o principal erro apontado pela polícia? A polícia aponta erro na prescrição e na aplicação da adrenalina por via intravenosa. O protocolo médico indicaria outra via e dosagem. A aplicação inadequada está associada à rápida piora do quadro clínico da criança. Quem são as principais investigadas? A médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que aplicou a medicação, são as principais investigadas. As duas foram afastadas das atividades profissionais por decisão judicial e estão proibidas de atuar por 12 meses. Não há prisões decretadas até o momento. O que dizem os depoimentos das investigadas? Em depoimento, a médica reconheceu que errou ao prescrever adrenalina por via intravenosa e afirmou que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela disse ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento. A técnica de enfermagem afirmou que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina, sem diluição, e que informou a mãe da criança sobre o procedimento. Segundo ela, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar. Quantas pessoas já foram ouvidas pela polícia? A Polícia Civil já ouviu mais de 20 pessoas, incluindo os pais de Benício, as investigadas, médicos, enfermeiros e representantes do hospital. O hospital é investigado? O inquérito também apura a responsabilidade do Hospital Santa Júlia quanto à estrutura, aos protocolos de segurança e a eventuais falhas no sistema de prescrição. O fundador da unidade, Édson Sarkis, prestou depoimento e afirmou que o hospital possui protocolos de segurança e dupla checagem. Segundo ele, havia enfermeira responsável pelo protocolo no plantão, mas ela não foi acionada durante o atendimento. INFOGRÁFICO: local do hospital onde Benício morreu Divulgação

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