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Operação no PE prende italiano e outros 5 suspeitos de fraudes em hospedagem para a COP 30 em Belém Reprodução / PC-PA Seis pessoas, incluindo um estrangeiro italiano, foram presos na terceira fase da Operação Check Out, da Polícia Civil do Pará (PCPA), com a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). O grupo é suspeito de integrar uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas contra turistas da COP 30, a conferência climática da ONU, realizada em novembro de 2025 em Belém. Todos os suspeitos foram presos em Recife e região metropolitana. Além das prisões preventivas, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão, com bloqueio de R$ 1 milhão em ativos financeiros. Foram apreendidos celulares, tablets, cartões bancários e documentos que comprovam lavagem de dinheiro via "laranjas". Um dos investigados é o italiano Giampietro Mor, apontado pela polícia como suposto "chefe" da operação". Ele foi preso em Goiana, na Zona da Mata Norte, no Pernambuco. O g1 tentava localizada a defesa dele e dos outros suspeitos, mas ainda não havia obtido resposta até a publicação da reportagem. Uma mulher foi detida em um hospital no bairro Paissandu, no Recife. Outros alvos foram presos em Paulista e Ipojuca, no Litoral Sul. Os investigados respondem pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de capitais e falsidade ideológica. Anúncios falsos de hospedagem de luxo para COP Segundo as investigações, o grupo criava anúncios falsos em plataformas digitais, usando fotos de imóveis de luxo em Belém para atrair turistas nacionais e estrangeiros durante a COP 30. Vítimas, incluindo diplomata chinês de alto escalão, descobriam a fraude ao chegar. Os prejuízos foram estimados em 500 mil euros, cerca de R$ 3 milhões, com subnotificação por barreiras linguísticas e diplomáticas. Ministros da Alemanha, Itália, China e Bangladesh também foram lesados. A estrutura logística funcionava em Pernambuco, apesar dos golpes em Belém. Antecedentes da operação Em dezembro de 2025, a 2ª fase da operação prendeu cinco suspeitos, incluindo italianos, em força-tarefa entre policiais do Pará e do Pernambuco. No dia 13 de dezembro, foi bloqueado o valor de até R$ 1 milhão em contas, com repetição automática para novos ingressos. Segundo a polícia, as investigações continuam sob sigilo para recuperar ativos e identificar novos núcleos da ação criminosa.
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