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Comerciante cobre carro com avisos após motorista parar em vaga exclusiva em Goiânia A motorista que teve o carro coberto por dezenas de papéis com avisos ao estacioná-lo em uma vaga exclusiva de uma loja de Goiânia pretende processar a proprietária do estabelecimento comercial. Em entrevista ao g1, a jovem de 20 anos, que pediu para não ser identificada, disse que vai procurar a Justiça para ser indenizada pela reação da lojista. "Foi uma situação muito constrangedora e eu fui exposta", resumiu. O g1 enviou mensagem e ligou para a loja, para ouvir a proprietária, mas uma funcionária disse que ela não iria se manifestar. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A moça, que trabalha como assistente de vendas próximo ao local onde aconteceu a situação, no Setor Bueno, relatou que ela havia deixado o veículo na vaga, na Rua T-38, por volta das 14h da sexta-feira (20), para trabalhar. Na saída, por volta das 20h, se deparou com os papeis colados. "Foram 50 folhas de papel grudadas em todos os lugares possíveis do carro: placa, até nas duas rodas dianteiras, nas duas placas de identificação do carro, tanto a da frente quanto a traseira, no para-brisa, nas janelas, no teto..", descreveu. Motorista teve o carro coberto por avisos após estacionar o veículo em vaga de uma loja de calçados, no Setor Bueno, em Goiânia Arquivo pessoal/ Motorista do carro A motorista conta que, enquanto aguardava a chegada do namorado, na calçada, ao lado do carro, foi motivo de piada entre os transeuntes. "Várias pessoas passavam na rua, ficavam rindo do carro, tiravam foto...", relatou. Sem pedido de desculpas Segundo a jovem, ela voltou no dia seguinte, com o carro ainda coberto pelos papeis, entrou na loja e pediu para quem tivesse feito aquilo retirar. A comerciante, então, respondeu "ah, é somente isso?" e começou a tirar os papeis junto com a gerente da loja, ou seja, a sua funcionária. "Ela não se desculpou. O que me deixou mais chateada em relação a isso foi, primeiro, ela não ter se desculpado pela situação, principalmente por ela ser a dona do local. Ela também não deu abertura para conversar, para entender como eu me senti em relação àquilo", desabafou. A assistente de vendas disse entender o lado da lojista, enquanto empresária, mas que a reação foi desproporcional. Ela cita, por exemplo, outra vez em que ela deixou o carro estacionado, em frente a outro estabelecimento comercial, e o proprietário deixou um bilhete na sua janela, dizendo apenas "estacionamento exclusivo para clientes, por favor não estacione". A motorista disse ao g1 que registrou boletim de ocorrência na delegacia. Como os papéis foram grudados com fita adesiva, o veículo foi levado a uma oficina e a um lava-jato para serem avaliados eventuais danos na pintura. O que diz a legislação Em entrevista à TV Anhanguera, o gerente de fiscalização da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) Eduardo Mariano explicou que quando o estabelecimento recua o seu lote, ou seja, ele deixa de construir, como é o caso da loja de calçados, ele pode restringir as vagas para os seus clientes. Mas não cabe ao poder público a aplicação de multas. "Isso é um estabelecimento privado. A SET não tem competência para autuar, notificar e nem remover nenhum veículo, por exemplo, que não seja cliente da loja", esclareceu. O caso vale, porém, apenas para as situações de recuos e não para as calçadas, que são públicas e destinadas aos pedestres. Mariano acrescenta que a Resolução 965/2022, do Contran, regulamentou o tema, dizendo que a via pública não pode ser objeto de restrição de estacionamento privado. Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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