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Unicamp interdita laboratórios após furto de material de pesquisa, e PF é acionada Órgãos públicos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Polícia Federal (PF), o Ministério da Agricultura e a Unicamp mantêm sob sigilo as informações sobre o material biológico furtado do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da universidade. O caso é investigado pela PF. O laboratório onde ocorreu o furto possui centros que operam com níveis 2 e 3 de biossegurança (NB-2 e NB-3). A classe três, por exemplo, envolve alto risco para o indivíduo e risco moderado para a comunidade. Saiba mais abaixo. Procuradas pelo g1, as instituições informaram que a apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal e que, por isso, apenas o órgão pode se manifestar. Em nota, a PF afirmou que o material furtado foi recuperado e "encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise" e que "as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias dos fatos". A corporação acrescentou que "os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos seguintes crimes: furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado". Na segunda-feira (23), uma mulher suspeita de furtar o material foi presa, mas a identidade e a ligação dela com a universidade não foram divulgadas. A Unicamp afirmou que o sigilo é necessário "para não comprometer o andamento das investigações" e que "mantém-se à disposição das autoridades competentes para auxiliá-las no esclarecimento das circunstâncias em que os fatos ocorreram". O g1 também questionou a Anvisa sobre possíveis riscos à saúde pública, mas não houve resposta. Já o Ministério da Agricultura não retornou aos contatos feitos entre segunda (23) e terça-feira (24). Unicamp interdita laboratórios após furto de material de pesquisa, e Polícia Federal é acionada Junia Vasconcelos/EPTV Níveis de biossegurança ➡️ O laboratório onde ocorreu o furto possui centros que operam com níveis 2 e 3 de biossegurança (NB-2 e NB-3). Classe de risco 2 (moderado risco para o indivíduo e baixo para a comunidade): segundo o Ministério da Saúde, inclui agentes que podem causar infecções em humanos ou animais, mas se espalham pouco e têm tratamentos e prevenções eficazes. Exemplos: Schistosoma mansoni e vírus da rubéola. Classe de risco 3 (alto risco para o indivíduo e risco moderado para a comunidade): são agentes que podem causar doenças graves ou letais, transmitidos especialmente pelo ar, e podem se espalhar na comunidade, embora existam medidas de prevenção e tratamento. Exemplos: Bacillus anthracis e vírus da imunodeficiência humana (HIV). Cientista manipula amostras em teste de laboratório. Imagem de arquivo. Feevale/Divulgação Interdição de laboratórios Todos os laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) foram interditados temporariamente por conta do crime. De acordo com a PF, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos para localizar o material biológico furtado, que estava dentro da própria Unicamp. A desinterdição dos laboratórios ocorreu no início da tarde de segunda-feira (23). Segundo a PF, a própria universidade comunicou o desaparecimento das amostras, o que levou à abertura do inquérito policial. A reitoria da Unicamp afirmou, também na segunda-feira, que o furto ocorreu nas dependências do Instituto de Biologia, com possíveis consequências para as atividades da FEA. "Em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido, a Instituição acionou prontamente a Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a condução das investigações e procedimentos periciais necessários", informou. As aulas na graduação e nos laboratórios de ensino foram mantidas. Imagem aérea do campus da Unicamp em Campinas Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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