Moraes diz que Bolsonaro poderia ter acionado 'botão do pânico' para antecipar ajuda na Papudinha
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Moraes diz que Bolsonaro poderia ter acionado 'botão do pânico' para antecipar ajuda na Papudinha

Ex-presidente Jair Bolsonaro em 29/9/2025 Reuters/Diego Herculano O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (24) que as condições da prisão de Jair Bolsonaro na Papudinha demonstraram total eficiência e eficácia para garantir a saúde e dignidade  do ex-presidente.  Desde janeiro, Bolsonaro cumpria pena de 27 anos e três meses de prisão a que foi condenado na trama golpista no  no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em Brasília.  Ao conceder a prisão domiciliar humanitária temporária, o ministro do Supremo destacou que foram assegurados todos os protocolos estabelecidos funcionaram, como o monitoramento diário de médico, três vezes ao dia. Moraes citou que, no dia anterior à remoção e à internação de Bolsonaro, a equipe de saúde atestou sua boacondição física e mental, tendo indicado a ocorrência de atividadenormal, inclusive caminhada de 5 km.  O ministro afirmou que ele teve pronto atendimento. "O procedimento estabelecido para garantir a saúde e dignidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro foi extremamente eficiente,com início as 6h45 do dia 13 de março, permitindo sua imediata remoção parahospital particular, sem qualquer necessidade de autorização judicialespecífica". Na avaliação do ministro, Bolsonaro poderia ter acelarado o socorro. "Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipadoseu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o “botão do pânico”, que estava à sua disposição 24 horas por dia". Moraes concede prisão domiciliar temporária para Bolsonaro O relator citou que a intercorrência médica, que é uma pneumonia bacteriana secundária a episódio debroncoaspiração pulmonar, "ocorreria independentemente do local de custódia, ou seja, estabelecimento penitenciário ou residência".  De acordo com o ministro, "dificilmente oatendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente seestivesse em prisão domiciliar". "Não há, portanto, qualquer dúvida sobre as completas condições doestabelecimento prisional em garantir o tratamento seguro e adequado ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, com absoluto respeito à suasaúde e dignidade".  Moraes destacou que "a concessão de prisão domiciliar humanitária temporária é a indicação mais razoável para a plena recuperação" de Bolsonaro. E que uma nova avaliação médica poderá tratar da necessidade de prorrogar o prazo de 90 dias. Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília e ainda não tem previsão de alta. Ele será monitorado por tornozeleira eletrônica e terá que seguir uma série de restrições impostas pela Justiça, como proibição do uso de celular e redes sociais.

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