PGR cobra mais dados antes de opinar sobre progressão de regime para Débora
Revista Oeste

PGR cobra mais dados antes de opinar sobre progressão de regime para Débora

Nesta terça-feira, 24, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que ainda faltam dados para a análise do pedido de progressão de regime da cabeleireira Débora dos Santos. Débora ficou conhecida por causa do 8 de janeiro. Durante o protesto de 2023, ela escreveu na Estátua da Justiça, com batom, a frase "perdeu, mané", em alusão a um fala do então ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, proferida meses antes, em virtude da derrota de Jair Bolsonaro para Lula. No parecer publicado hoje, o PGR, Paulo Gonet, informou que não há, nos autos, um certificado do período no qual Débora ficou presa provisoriamente, etapa necessária para o cálculo da detração penal e para a atualização do atestado de pena a cumprir. Gonet se manifestou, depois de os advogados Hélio Júnior e Taniélli Telles solicitarem remição de pena e, em consequência, a progressão de regime. Conforme a defesa, “até a data de 15/10/2025, a sentenciada completou mais 190 dias de prisão domiciliar, os quais, somados aos 742 dias de prisão preventiva, totalizam 932 dias de privação de liberdade”, o que “demonstra o cumprimento do requisito de 25% do tempo necessário para a progressão vindicada”. “Não se verificou dos autos, no entanto, a referida certidão”, ponderou a PGR. Por isso, a Procuradoria recomendou a certificação do período a ser detraído, com posterior retificação do atestado de pena. Leia também: "A mancha que nada remove" , reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste O post PGR cobra mais dados antes de opinar sobre progressão de regime para Débora apareceu primeiro em Revista Oeste .

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