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A guerra no Oriente Médio está perto de completar um mês. Diante da incerteza econômica global e da queda de popularidade dentro dos Estados Unidos, Donald Trump chegou nesta terça-feira (24) a declarar vitória e voltou a dizer que está trabalhando em um acordo de paz com o Irã. Mas, no campo de batalha, a realidade é outra: os ataques americanos continuam. Os Estados Unidos, que começaram a guerra, agora tentam sair dela. Um plano de paz enviado pelo governo americano ao Irã tem 15 pontos, segundo o jornal “The New York Times”, e propõe um cessar-fogo de 30 dias. Em troca, o regime se comprometeria a acabar com todo o enriquecimento de urânio e a desmantelar as três principais usinas nucleares do país. O Irã também teria que suspender o financiamento a grupos como os terroristas Hamas, na Faixa de Gaza, e o Hezbollah, no Líbano; e abrir mão do controle do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo o gás e petróleo produzidos no mundo. O estreito passaria a ser uma zona de livre navegação. O documento foi entregue aos iranianos por intermédio do Paquistão. Nesta terça-feira (24), o primeiro-ministro paquistanês se ofereceu para sediar e mediar as negociações entre Estados Unidos e Irã. No Salão Oval, o presidente Trump disse que está negociando com um integrante do alto escalão do Irã - sem dar o nome. Donald Trump disse que, além dele mesmo, estão envolvidos no diálogo o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner. O presidente afirmou, ainda, que o Irã enviou um presente de grande valor, relacionado à indústria do petróleo, sem revelar o que seria, e chegou a declarar vitória. Ele disse: “Nós ganhamos a guerra. Nós conseguimos uma mudança de regime porque os líderes do Irã agora são diferentes daqueles que criaram problemas”. Diante da incerteza econômica global e da queda da popularidade nos EUA, Trump declara vitória na guerra e volta a dizer que está trabalhando na paz com o Irã Jornal Nacional/ Reprodução Mas, na prática, as autoridades em Teerã se mantêm fiéis às visões do líder supremo Ali Khamenei, morto na guerra. Mesmo com muitas baixas, o regime autocrático dos aiatolás ainda está de pé. Trump afirmou, ainda, que o Irã quer muito fechar um acordo porque os Estados Unidos destruíram boa parte da capacidade militar do país e que o regime já concordou em não desenvolver armas nucleares. Oficialmente, as autoridades iranianas negam que estejam negociando com os americanos. Uma pesquisa de opinião divulgada pela agência de notícias Reuters mostrou que o índice de aprovação do presidente Trump caiu para 36% esta semana – o pior patamar desde que ele voltou à Casa Branca em 2025. Já o total de americanos que desaprovam os ataques contra o Irã subiu de 43% no início da guerra para 61%. LEIA TAMBÉM Países do Golfo consideram entrar na guerra contra o Irã, diz agência Irã 'não tem mais líderes' depois de ataques, e Teerã concordou em 'nunca ter armas nucleares', diz Trump Guerra no Irã leva aprovação de Trump ao menor nível desde retorno à Casa Branca, diz pesquisa Príncipe da Arábia Saudita tem incentivado Trump a continuar guerra e destruir regime do Irã, diz jornal
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