Jornal O Globo
Pré-candidato ao governo do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) comentou imediatamente a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL). Paes se desincompatibilizou do cargo na sexta-feira passada para poder disputar o Palácio Guanabara, do qual Castro renunciou ontem a fim de evitar que saísse da cadeira via cassação. “Fluminenses, não caiam mais em enganação. Esses são aqueles que usam o nome de outros para se eleger dizendo-se íntegros e alinhados à ética, à lei e à ordem. Roubam nosso Estado e deixam nossas cidades serem tomadas pelo crime organizado", escreveu nas redes sociais. “Essa eleição para governador é sobre o Rio e quem tem capacidade comprovadamente de nos tirar desse atoleiro. Sem milagres. Com gestão e autoridade é que vamos mudar as coisas. Não se esqueçam de (Wilson) Witzel e Castro e do que eles prometeram. E por quem foram apoiados. Chega de invencionice!” O TSE impôs um placar de 5 a 2 em prol da inelegibilidade de Castro. Ele teria sido cassado pela Corte, mas, como anunciou a saída na véspera, houve a chamada perda de objeto — era impossível, afinal, cassar alguém que já não estava no cargo. O ex-governador era acusado de abuso de poder político e econômico no âmbito do caso Ceperj. Antes da eleição de 2022, o governo criou programas sociais com funcionários que recebiam pagamentos por fora da transparência pública. Eles seriam, na prática, meros cabos eleitorais do então candidato à reeleição e de seu grupo político. Outro envolvido no esquema, o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), teve o mandato cassado.
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