Vorcaro tenta incluir cunhado em delação premiada
Revista Oeste

Vorcaro tenta incluir cunhado em delação premiada

O empresário Daniel Vorcaro , dono do liquidado Banco Master , negocia a inclusão do cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel, em seu acordo de delação premiada, ainda em fase de elaboração por sua equipe de advogados. Segundo investigações da Polícia Federal (PF), Zettel atuaria como uma espécie de operador financeiro de Vorcaro, sendo responsável pela gestão de fundos de investimento e pela execução de pagamentos diversos. De acordo com as apurações, ele prestava contas periodicamente ao ex-banqueiro e solicitava autorização para a realização das despesas. Cunhado: pagamentos ao resort Tayayá Entre os repasses sob investigação, diz reportagem do jornal O Estado de S. Paulo , estão pagamentos ao resort Tayayá, que tinha participação acionária de uma empresa ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Respondia também por transferências para Luiz Phillipi Mourão, apontado como responsável por ameaças a adversários e invasões de sistemas. Interlocutores da família de Vorcaro afirmam que a inclusão de Zettel no acordo visa permitir que ele apresente sua versão dos fatos e obtenha benefícios penais. Segundo essas fontes, o cunhado teria atuado sob ordens e desempenhado papel secundário nas irregularidades investigadas. O acordo, no entanto, está sujeito à apresentação de provas inéditas e a indicação dos lugares onde haja eventualmente dinheiro escondido. Leia também: “Vergonha na cara” , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 314 da Revista Oeste Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro. A família demonstra preocupação com a sua prisão, já que o casal tem uma filha de dois anos. Natália está grávida. Ela chegou a ser alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de ter se beneficiado de desvios de recursos do banco. O pai dos dois, Henrique Vorcaro, também aparece nas investigações. Há expectativa de que o acordo de delação contemple benefícios a familiares, incluindo a retirada de seus nomes do foco das apurações. Modelo semelhante foi adotado na colaboração do tenente-coronel Mauro Cid, cujo acordo previu a exclusão de parentes das investigações. Atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro intensificou nos últimos dias as tratativas com seus advogados para estruturar o acordo. https://www.youtube.com/watch?v=CyVfdXmOZQE Somente depois dessa etapa será possível avançar nas negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal , incluindo temas como tempo de prisão e eventual devolução de recursos. A inclusão de Zettel e de familiares deve ser formalmente discutida neste momento. A definição dos benefícios dependerá das provas apresentadas e do papel de Vorcaro nos fatos. Caso seja considerado líder de organização criminosa, a legislação impede a concessão de perdão judicial, restando alternativas como redução de pena ou sua substituição por medidas restritivas de direitos. Leia ainda: “Lobby e a feira de consciências” , artigo publicado na Edição 314 da Revista Oeste Enquanto familiares podem ser contemplados no acordo, a tendência é que ex-executivos do Banco Master mantenham defesas independentes. Alguns deles foram presos na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro. Em depoimentos à Polícia Federal, esses executivos afirmaram não ter conhecimento de fraudes e disseram que agiram sob ordens de Vorcaro. Diante disso, suas defesas avaliam não haver necessidade de aderir a acordos de delação premiada. + Leia mais notícias de Política na Oeste O post Vorcaro tenta incluir cunhado em delação premiada apareceu primeiro em Revista Oeste .

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